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  • Blockchain e ativos digitais: quais são as novas soluções financeiras?

    Obra “Everydays – The First 5000 Days” de Mike Winkelmann (Beeple) – Crédito: shutterstock


    Especialistas apontam as inúmeras possibilidades no mundo das finanças com as inovações tecnológicas

    Uma obra de arte digital do artista americano Mike Winkelmann (conhecido por Beeple) foi vendida por US$ 69 milhões pela casa de leilões Christie’s. Denominada “Everydays: The First 5.000 days”, a arte é uma colagem de trabalhos digitais de Beeple ao longo de 13 anos.

    Na verdade, a obra foi tokenizada, ou seja, o artista vendeu um NFT (Non-Fungible Token, token não-substituível na tradução), que é um selo numérico de autenticidade gerado a partir da blockchain. Assim, o comprador recebe a garantia de que é dono de uma obra original e única, mesmo ela não existindo na versão física.

    Os NFTs estão revolucionando os mercados e prometem mudar a forma como as negociações de valores são feitas. Os especialistas afirmam que esse é só o começo.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, Rodrigo Sgavioli, head de Planejamento Patrimonial da gestora, conversou com Bruno Sousa, Diretor Jurídico e de Compliance na Hashdex, e com Bernardo Quintão, head do laboratório de inovação no Mercado Bitcoin, sobre o futuro do mercado de capitais com o blockchain e os ativos digitais.

    O vídeo completo está ao final da notícia e no canal da Taler no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=_craJuV-Yec&t=3009s).

    Afinal, o que é o Blockchain?

    De maneira simplificada, a tecnologia permite criar uma infraestrutura de transação de ativos de forma global, descentralizada e distribuída. É uma espécie de livro contábil que computa vários tipos de transações e registros espalhados por vários computadores. A armazenagem de dados é feita em blocos.

    Bernardo Quintão explica que o principal exemplo é o bitcoin. Por conta dele, é que surgiu a blockchain, depois utilizada para outros criptoativos.

    Algumas características da blockchain são:

    – Os registros são imutáveis.

    – As informações ficam públicas e disponíveis.

    – Não existem intermediários, tudo é feito entre quem envia e quem recebe.

    – Funciona 24 horas, 7 dias por semana.

    – Segurança nas transações.

    Disrupção para o Mercado financeiro: novas soluções

    As inovações da blockchain e dos ativos digitais causam grande impacto no mercado financeiro. “O que o mercado de cripto está fazendo é alterar completamente a maneira como você transaciona valor no mundo”, comenta Bruno Souza. “Daqui para frente, veremos muitas possibilidades. Quando você destrava todo o potencial criativo de entes financeiros, você destrava todo o potencial criativo de soluções financeiras”, completa.

    A tokenização de imóveis, obras de arte e até de vencimentos futuros de jogadores da NBA são apenas alguns exemplos que já são realidade.“É uma realidade sem fronteiras para o mundo do dinheiro”, afirma Bernardo.

     

  • Pandemia eleva demanda por gestão de patrimônio

    Com a pandemia, mais famílias estão preocupadas em planejar o seu patrimônio, em razão do momento econômico e das inseguranças trazidas pela doença. Em live realizada pelo Valor Econômico, a sócia-fundadora e CEO da Taler, Mari Emmanouilides, comentou que a gestora sentiu o aumento na demanda de clientes. A orientação aos investidores é ter estratégias bem definidas. Ela ressalta a importância de uma boa gestão patrimonial, especialmente em situações de crise, como a que vivemos.

     

    Acesse a reportagem para saber mais: https://valor.globo.com/financas/noticia/2021/03/11/pandemia-eleva-demanda-por-gestao-de-patrimonio.ghtml

  • Elas mandam no dinheiro: histórias de mulheres no mercado financeiro

    Nossa CEO, Mari Emmanouilides, participou de entrevista da Exame sobre mulheres no mercado financeiro! Ela relatou alguns episódios ao longo da sua carreira em que enfrentou desafios pela questão de gênero, especialmente por estar em ambientes em que os homens são maioria. “Há uma complementaridade quando trazemos profissionais diferentes para a gestão dos negócios”, afirma.

    Confira a reportagem que traz histórias de mulheres inspiradoras: https://exame.com/invest/elas-mandam-no-dinheiro-historias-de-mulheres-no-mercado-financeiro/

  • CARTA MENSAL – FEVEREIRO 2021

    “You want to have a future where you are expecting things to be better, not one where you are expecting things to be worse.”

    Elon Musk

     

    O mês de janeiro foi marcado pela alta volatilidade nos preços de ativos, tanto no cenário internacional como local. Globalmente, as campanhas de vacinação vão ganhando tração e parecem gerar uma queda significante nos níveis de hospitalizações, o que favorece uma perspectiva de recuperação mais ampla da economia e o tão esperado alívio nas medidas de distanciamento. Por outro lado, algumas notícias com relação a novas variantes da doença e novas medidas de distanciamento geraram questionamentos com relação ao ritmo da recuperação e a volta a normalidade. Além disso, tivemos alguns episódios especulativos no mercado que contribuíram para mais volatilidade, porém acreditamos que são eventos irrisórios considerando nosso horizonte relevante de investimento.

    No Brasil, a eleição para a presidência da Câmara e do Senado também gerou altos e baixos, com todos os candidatos à presidência das casas se mostrando inclinados a discutir uma renovação do auxílio emergencial. Os candidatos apoiados pelo governo foram eleitos em ambas as casas, o que afastou algumas preocupações imediatas, como a pauta de impeachment do Presidente e criou uma perspectiva de andamento da agenda de reformas.

    Nos Estados Unidos, a vitória na eleição para o Senado no estado da Georgia propiciou um aumento do poder dos Democratas e o andamento de outros itens da agenda do partido, como a aprovação de um maior pacote de estímulos fiscais, que segue em discussão e provavelmente se materializará. A somatória dos pacotes fiscais em resposta à pandemia chegará a quase 25% do PIB americano, se o pacote for aprovado. Além disso, o Fed que continua a sinalizar uma política monetária super estimulativa, mais tolerante com a inflação, e as vacinas devem promover a normalização da atividade, recuperando setores mais afetados pelo distanciamento. Esses vetores conspiraram para expectativas de inflação crescentes e um aumento relevante das taxas nominais dos títulos de 10 anos do governo americano. O cenário internacional segue uma trajetória construtiva para a recuperação da atividade, uma vez que os países desenvolvidos
    seguem vacinando sua população e sinalizando mais políticas estimulativas.

    No Brasil, os dados de atividade seguem surpreeendendo positivamente. O mercado de trabalho está mostrando uma dinâmica de recuperação rápida e principalmente os dados do setor industrial estão trazendo perspectivas melhores. A tendência dos preços aparenta seguir uma trajetória altista  após as políticas estimulativas empreendidas durante a pandeima, com alguns riscos adicionais, como a alta do preço das commoditites sem a contrapartida de enfraquecimento do dólar.

    Continuamos a acreditar que o COPOM deve começar o ciclo de normalização da taxa de juros entre suas duas próximas reuniões, com a Selic ficando próxima de 4% ainda neste ano. Com relação aos desafios fiscais, acreditamos que o país enfrenta um problema secular em nossa história e alguns agravantes vindo da maneira como nosso sistema político é estruturado, mas o panorama ficou mais positivo. Por enquanto, os eleitos para as presidências das casas se mostraram favoráveis a uma renovação do auxílio emergencial por alguns meses, mas também endossaram um discurso alinhado com o avanço da agenda de reformas e a pauta econômica do governo.

    A estrada de reformas que precisamos seguir deve ser tortuosa nos meses à frente e historicamente enfrenta barreiras políticas. Outro ponto que agrava esta situação é a relativa proximidade das eleições de 2022 e a deterioração da aprovação do governo, mostrada nas pesquisas mais recentes. Esses fatores podem propiciar soluções politicamente aceitáveis, mas economicamente desafiadoras. Por enquanto, o mercado está de lua de mel com o novo grupo de políticos que controla as casas; e estes têm mostrado algum comprometimento com algumas reformas, mas resta saber se a prática conversará com a retórica. Seguimos especialmente atentos ao ritmo de vacinação dos países e desdobramentos da pandemia, que ainda deixa incertezas relevantes no horizonte.


  • Asset allocation: estratégia para construir o portfólio de investimentos

    A distribuição equilibrada por classes de ativos deve levar em conta os objetivos e características de cada investidor

    Como decidir quanto do seu patrimônio investir em renda fixa, ações, multimercado, entre outras classes de ativos? O asset allocation é justamente a estratégia de como fazer essa distribuição equilibrada e diversificada, definindo qual será a porcentagem para cada tipo de investimento.

    Para exemplificar, o gestor de portfólios internacionais da Taler, Thiago Vitorello compara o asset allocation à estrutura de um prédio. “É o que oferece base para crescer a construção”.

    Asset allocation x market timing

    Rodrigo Sgaviolli, Head de Planejamento Patrimonial da Taler, traz um dado interessante. “Aproximadamente 90% do retorno total de um portfólio vem da política de asset allocation combinada com o retorno dos respectivos mercados alocados. O restante, 10%, vem da gestão ativa do portfólio (market timming).”

    Primeiro passo: planejamento

    O trabalho de construir um portfólio começa com um bom planejamento. Tudo dependerá das características específicas e objetivos de cada investidor.
    “Entender do cliente qual é o momento de vida dele, quais os seus projetos, se ele está empreendendo, se quer comprar um imóvel, quais suas necessidades de caixa, suas receitas e despesas. Quanto maior o entendimento, mais preciso e específico conseguimos ser na hora de fazer a alocação”, explica Renato Iversson, gestor de portfólio locais na Taler.

    Estratégia, tática e implementação

    Com o planejamento definido, é hora de pensar nas alocações estratégicas e táticas.

    A estratégica foca no retorno de longo prazo, de 3 a 5 anos. A ideia é manter a parcela definida para determinadas classes de ativos, com disciplina e sem fazer mudanças bruscas na carteira.

    No tático, a alocação tem objetivos de curto prazo. Os planos são flexíveis e variam de acordo com as oscilações do mercado.

    A etapa seguinte é a implementação, ou seja, a efetiva seleção e compra dos títulos e fundos que serão incluídos da carteira, seguindo as estratégias estabelecidas.

    O papel do gestor

    “O brasileiro estava acostumado com taxas de juros muito altas. Muitas vezes, a alocação que ele fazia era relativamente fácil”, destaca Vitorello. Com a queda da Selic, a realidade é outra. A pandemia também impôs dificuldades na vida do investidor. Assim, o papel das gestoras de patrimônio, como a Taler, tornou-se ainda mais importante para auxiliar o investidor e ter melhores retornos.

    A partir do conhecimento técnico e do trabalho de análises, o gestor profissional consegue traçar planos, fazer a gestão e acompanhamento frequente das carteiras, sempre de acordo com os objetivos dos clientes e indicando ajustes no asset allocation, quando necessário.

     

    Para saber mais sobre o assunto assista à live da Taler “Planejando e Construindo Portfólios Locais e Internacionais”. Link no Youtube: (https://www.youtube.com/watch?v=1zEVR9M3oFw).

     

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