economia

  • Os Desafios na Administração das Holdings Familiares

    Importante instrumento de planejamento tributário e sucessório, as holdings familiares exigem uma administração cada vez mais diligente, que atenda às regras de divulgação e fiscalização, além do alinhamento dos interesses dos sócios e da sociedade, entre outras obrigações.⠀

    Para entender os desafios de administrar uma holding familiar, Rodrigo Sgavioli (Head de Planejamento Patrimonial da Taler) recebe Ana Cláudia Akie Utumi (Sócia-fundadora da Utumi Advogados) e Clóvis Patah (Sócio-fundador da M/Legate) para um bate-papo esclarecedor.

     

  • Energia Solar

    A energia solar já deixou de ser uma tendência, e atualmente é uma das fontes renováveis em maior ascensão.⠀

    Em nossa live, “Energia Solar”, recebemos Nelson Colaferro (fundador da Blue Sol Energia Solar) e Luis Pita (Diretor da Atlas Renewable Energy do Brasil).⠀

    O sócio-fundador e CFO da Taler, Paulo Colaferro, vai conduzir o bate-papo.

     

  • Mercado Imobiliário Americano

    Na live passada, falamos sobre a tendência do “Mercado Imobiliário Americano”.⠀

    Para conversar sobre o tema, Paulo Colaferro (Sócio-Fundador e CFO da Taler) recebeu João Luiz Herreros (Sócio-Fundador e CEO da Kaazaa – Imóveis Únicos) e as consultoras imobiliárias da Compass, Cintia Thormann e Flavia Caltabiano.

  • Carta Mensal Taler – Setembro 2020

    O Cobertor Nunca foi Tão Curto

     “A primeira lei da economia é a escassez. E a primeira lei da política é ignorar a primeira lei da economia”

    Thomas Sowell

    No mês de agosto, o mercado brasileiro sofreu com a alta volatilidade decorrente da fraqueza na situação fiscal e preocupações políticas, o que contribuiu para certa descorrelação entre ativos domésticos e ativos no exterior.  O fantasma do desequilíbrio fiscal favoreceu a aversão a risco nos mercados, levando a cotação do dólar a fechar o mês em R$ 5.49, a bolsa a perder a marca dos 100 mil pontos e a uma forte alta nas curvas de juros futuros.

    Com a bandeira do auxílio emergencial e a popularidade em alta nos grupos de baixa renda, o Presidente abriu espaço para discussão da agenda social, representada pelo Programa Renda Brasil, e para a vertente do governo que demanda mais investimento em obras públicas, o que ameaçou o teto de gastos. Houve uma debandada no segundo escalão da equipe econômica, com saída de Salim Mattar e Paulo Uebel, e especulações sobre uma potencial saída do Ministro Paulo Guedes. O legislativo contribuiu para o ceticismo fiscal, após uma tentativa do Senado de derrubar o veto presidencial aos reajustes salariais no funcionalismo público; situação que foi contida pela articulação na Câmara, com protagonismo de Rodrigo Maia.

    Após uma crise de identidade no governo e a reação negativa do mercado, o Presidente deu declarações junto ao Ministro Guedes reforçando o alinhamento entre ambos e o compromisso com o teto de gastos, mas sem abandonar as demandas da agenda social ou investimentos públicos, para a qual a equipe econômica deverá encontrar espaço dentro do teto. O auxílio emergencial foi prorrogado até o final deste ano, em quatro parcelas do benefício de trezentos reais. Isso acumulará cerca de 100 bilhões ao rombo fiscal de 2020 e mais 1.3 pontos percentuais ao déficit primário, que já é maior do que a média dos países desenvolvidos e acumula 7.48% do PIB em 12 meses. O resultado nominal do setor público acumula um déficit de 12.19% do PIB em 12 meses.

    O PIB do 2º trimestre foi muito afetado pelas medidas de distanciamento e teve uma queda pior o que o esperado (9.7%). Por outro lado, os dados de maior frequência já apontam para uma recuperação forte nas vendas no varejo e produção industrial, enquanto o setor de serviços, que representa cerca de 2/3 do PIB, está voltando mais lentamente. O impacto dos estímulos fiscais e o efeito substituição, que vem da queda do consumo em serviços, parece ter criado uma recuperação relativamente rápida, embora heterogênea entre os setores, o que implica consequências negativas para o desemprego no Brasil, visto que o setor de serviços possui participação importante na geração de empregos. O COPOM optou por renovar a mínima da Selic para 2%, consolidando um ciclo que acumula 12.25 pontos percentuais de queda, desde agosto de 2016.  O IGP-M continuou a descolar significativamente do IPCA, impactado por componentes associados ao ciclo externo e ao dólar, como o minério de ferro, mas também por uma pressão dos preços de alimentos no atacado, com um certo grau de repasse ao consumidor. Embora a inflação de serviços siga deprimida, o cenário acrescenta riscos adicionais à próxima decisão de política monetária, que pode frear o ciclo de cortes.

    No cenário externo, as principais economias do mundo continuaram uma recuperação heterogênea e com sinais ambíguos nos índices de confiança, evidenciando a dependência dos estímulos fiscais e monetários neste processo de retomada. Entre todos os países, a China vem mostrando claramente uma recuperação mais vigorosa, principalmente no setor industrial. O destaque do mês foi o simpósio anual de Jackson Hole, onde os representantes do Fed comunicaram a adoção de um novo paradigma de política monetária, com meta de 2% na média. Isso indica que os americanos serão reativos às pressões inflacionárias, o que deve defasar o ciclo de normalização nos países desenvolvidos e dar suporte a um panorama de juros baixos por mais tempo no mundo.

    A Índia tornou-se o novo epicentro de coronavírus, enquanto a contaminação caiu nos EUA e lentamente dá sinais de queda no Brasil. Na Europa, as principais economias voltaram a ter elevações nas suas taxas de contaminação, em especial na França e na Espanha, mas com um número de mortes contido. Quanto a uma eventual vacina, continua improvável uma solução que envolva vacinação a nível global antes da primeira metade de 2021, muito embora alguns países estejam passando por cima de protocolos de segurança para tentar acelerar o processo.

    Mesmo com a atividade econômica mostrando uma recuperação mais vigorosa do que o esperado, muitas incertezas persistem com relação à efetiva duração da pandemia e o impacto de médio prazo nos setores mais afetados e no mercado de trabalho brasileiro. A extensão do auxílio emergencial até o final do ano via Medida Provisória afastou, por hora, a criação de gastos sociais permanentes sem vinculação de receita. Desta forma, o governo avançou na reforma administrativa, que não afetará os servidores atuais, e aprovou com boa margem as alterações regulatórias no mercado de gás, vitória pessoal de Guedes, defensor da pauta desde o início da campanha.

    Os sinais foram positivos e o risco país voltou a níveis próximos aos do início da pandemia. A dívida bruta brasileira como percentual do PIB chegou a 86.5% em julho e deve fechar o ano com um valor próximo de 100%. Sendo o Brasil um país emergente de crescimento relativo baixo, histórico inflacionário e um problema fiscal que cresce há 30 anos, não há muita margem para abandonar as medidas de responsabilidade fiscal e as reformas urgentes do Ministério da Economia para focar em outras pastas.

    A situação fiscal está longe de ser resolvida e o único jeito de evitar respostas ruins do mercado é sinalizar que a trajetória futura da dívida não será explosiva. As medidas fiscais foram uma clara opção de salvamento aos empregos e à economia, mas elas vieram às custas de uma situação fiscal extremamente delicada; o cobertor nunca foi tão curto. Seguimos atentos aos desenvolvimentos da pandemia, aos dados econômicos e às sinalizações do governo para responder aos riscos de forma proativa e aproveitar eventuais oportunidades.

  • M&A: Planejando o Antes e o Depois da Transação

    Diversos são os fatores que fazem um empresário avaliar a entrada da sua
    empresa em um processo de M&A: viabilizar a profissionalização da
    gestão, realizar os investimentos de anos e “colocar o dinheiro no
    bolso”, dificuldades na continuidade dos negócios, entre outros.⠀

    Independentemente de quais sejam esse motivos do lado da empresa, existe
    a necessidade de planejar o caminho tanto sob a ótica do patrimônio
    familiar dos acionistas quanto das questões emocionais pessoais que
    envolvem uma transação dessa natureza. Isso sem falar nas dúvidas e
    questões dos empresários sobre a gestão do patrimônio familiar no
    pós-venda.⠀

    Para explicar o planejamento do antes e depois de uma transação de M&A a
    Taler convidou para sua Live Alamy Candido (Sócio-fundador do Candido
    Martins Advogados), Denis Morante (Sócio-fundador da Fortezza Partners)
    e Fernando Kunzel (Sócio-fundador da L6 Capital Partners).⠀

    A conversa foi mediada pelo Head de Planejamento da Taler, Rodrigo
    Sgavioli.⠀

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