economia

  • O Valor do Mentoring no Desenvolvimento Humano

    O Mentoring é a ferramenta perfeita para quem busca excelência na carreira ou no próprio negócio. Além de te ajudar a enxergar por uma nova perspectiva, expande sua rede de contatos e auxilia em novas estratégias. ⠀

    Para falar mais sobre os benefícios do Mentoring, a Taler convida para assistir a live passada com o Prof. Valdner Papa – Doutor em Neuromarketing pela Florida Christian University (EUA). O bate-papo será conduzido pelo nosso CFO, Paulo Colaferro.

     

  • Previdência Privada e Seguros como Instrumentos de Sucessão

    Planos de Previdência Privada e Seguros de Vida têm diversas características que os tornam importantes instrumentos de sucessão, como a possibilidade de nomear livremente os beneficiários.⠀

    Para desenvolver melhor este tema, nosso Head de Planejamento Patrimonial, Rodrigo Sgavioli, conversou com dois especialistas no assunto: Henrique Diniz (Diretor de Produtos Previdência na Icatu Seguros) e Bruno Horovitz (RI e Sócio da Icatu Vanguarda).⠀

  • Tecnologias Disruptivas

    Inovações disruptivas quebram paradigmas, criam novos valores para empresas e consumidores e revolucionam o mercado.⠀

    O CFO da Taler, Paulo Calaferro, conversou com o economista Derek Bittar (especialista em transformação digital e empreendedorismo) sobre as novas tecnologias que estão prontas para mudar nossas vidas em breve.⠀

    Assista na íntegra:

  • Coronavírus: Maré alta ou Maré baixa?

    “Ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo. Assim como as águas que já serão outras.“

    Heráclito

    Nesta carta mensal vamos tentar trazer informações relevantes e focadas quase exclusivamente aos desenvolvimentos da pandemia causada pelo Sars-CoV-2. Apesar do gigantesco esforço científico global, ainda existe muito desconhecimento em relação a evolução da doença e seus impactos econômicos, que tendem a ser cada vez mais dispersos entre países ou mesmo  sub-regiões. O mês de junho marcou a continuidade da reabertura iniciada em meados de maio nas principais economias do mundo.

    A contaminação por Covid-19 continuou a se expandir de forma relativamente rápida, com crescimento de 70% no número de casos totais versus 91% no mês anterior. Esse processo se deu pela expansão da doença na América Latina (principalmente Brasil), pela Ásia via Índia e Rússia e por um segundo surto relevante que se iniciou em algumas regiões (distintas dos primeiros focos) nos Estados Unidos.

    Embora o crescimento do número de novas mortes tenha ultrapassado o do mês anterior (60% contra 27%), a contaminação está se expandindo com uma velocidade menos do que proporcional ao crescimento do número de novos casos há mais de 2 meses. Essa defasagem é maior do que o ciclo médio da doença, que pode durar cerca de 30 dias até que um caso identificado venha a óbito; especialmente se considerarmos que a subnotificação do número de novos casos tende a ser maior do que a de novas mortes. Existem algumas hipóteses para este diferencial. A primeira é uma significativa imunização que tomou conta das regiões mais afetadas, visto que os países europeus não experienciaram uma retomada tão forte da doença e que o segundo surto nos Estados Unidos vem de estados que não foram o foco inical. Outra possibilidade é uma curva de aprendizado ascendente dos protocolos médicos e hospitalares, conjuntamente com uma expansão induzida na capacidade dos sistemas de saúde, principalmente dos países mais ricos, o que diminui a probabilidade de que um paciente com sintomas graves venha a óbito.

    No Brasil, o número de novos óbitos parece ter chegado a um platô técnico durante o mês de junho. No entanto, por trás do dado agregado, a composição entre estados e regiões sofreu alterações significativas. As regiões que foram contaminadas de forma mais precoce, como estados ao Sudeste, Norte e Nordeste, apresentaram arrefecimento na taxa de crescimento das mortes, com queda na ocupação de UTI’s por parte de São Paulo e Rio de Janeiro (entre outros). Por outro lado, as regiões ao Sul e Centro-Oeste começaram a experienciar uma onda defasada de contaminação que ainda segue forte.

    Uma variável epidemiológica importante para imaginar a tragetória da doença é o Rt, que representa a taxa de reprodução. Estimando-a, é possivel se ter uma ideia de quantas pessoas, em média, são contaminadas por um portador da doença. Quando esse número fica abaixo de 1, é indício de que a contaminação por Covid-19 está retrocedendo, porque um portador da doença está contaminando, em média, menos de uma pessoa. No Brasil, os estados do Sudeste, Norte e Norteste estão rodando com Rt’s menores do que o Sul e Centro-Oeste, muito próximos ou abaixo de 1, evidência de que a contaminação mudou de foco.

    Os Estados Unidos iniciaram o processo de reabertura de forma desigual enquanto as taxas de contaminação ainda estavam relativamente altas, conforme alertamos na carta do mês anterior. A doença se espalhou para os estados ao Sul e Sudoeste do país, em geral os que iniciaram a reabertura precocemente, com ênfase no Texas, Arizona e Califórnia. No dia 28 de maio, um paper do Imperial College (UK) apontou que a probabilidade da taxa de contaminação estar abaixo de 1 nos estados ao Sul e Sudoeste era menor do que nos outros estados, como Nova Iorque (foco da 1ª onda), cuja probabilidade estaria entre 40% a 60%. Na Europa, alguns fatores sugerem que a segunda onda está sendo mais localizada. A região foi atacada inicialmente de forma mais agressiva, o que pode ter causado um efeito importante de imunização, inclusive por causa da extensão geográfica dos países. Alguns surtos localizados ocorreram no mês, mas de forma menos agressiva.

    Os esforços sem precedentes da comunidade científica internacional para encontrar uma vacina ou tratamento da doença seguem a todo vapor. No campo dos tratamentos, a Food and Drug Administration (FDA) americana revogou o protocolo emergencial da Hidroxicloroquina. Dias depois, a OMS também seguiu a decisão e abandonou a testagem da droga no seu programa “Solidarity Trial”, que envolve estudos randomizados (RCT). O estudo “Recovery”, conduzido pela Universidade de Oxford (Reino Unido) publicou resultados preliminares de seu teste randomizado que apontou evidência de efetividade para o corticoide Dexametasona no tratamento de pacientes com condições respiratórias graves associadas ao coronavírus. Após 28 dias, o estudo mostrou queda em 33% na mortalidade dos pacientes em ventilação mecânica e em 20% para pacientes que necessitam de oxigênio.

    Existem mais de cento e vinte e cinco vacinas sendo desenvolvidas na fase pré-clínica; que ainda não envolve testes em humanos. Quinze vacinas estão em fase um, onde são administradas em um grupo menor de pessoas para atestar sua segurança, dosagem e capacidade inicial de resposta do sistema imune. Dez vacinas estão em fase dois; que envolve testes em milhares de pessoas de diferentes grupos etários e atesta novamente sua segurança e reposta imune. Quatro vacinas já estão em fase três, onde a dosagem é administrada em larga escala em um grupo, enquanto o outro recebe placebo. Métodos diversificados, desde vacinas genéticas (e.g. Moderna – fase dois), de vetor viral ( e.g. AstraZeneca – fase três) e baseadas em proteínas (e.g. Novamax – fase dois) já estão em fases avançadas. Todos os desenvolvimentos do mês indicam que os esforços na área médica, assim como os esforços fiscais e monetários dos países, são totalmente fora da curva.

    A incerteza com relação à pandemia e seus efeitos econômicos de médio e longo prazo está longe de ser insignificante. Ainda não é claro se a maré será alta ou baixa nos meses à frente. O certo é que nós estamos entrando em águas diferentes, com incertezas positivas e negativas guardadas por todos os lados. Temos alguns pontos de maior confiança embasados em nossa visão e alguns estudos científicos/opinião da OMS: dificilmente teremos vacina ou remédio a ser utilizado em massa globalmente, há evidências de efeito de imunidade de rebanho em algumas regiões ou cidades (especialmente Rio de Janeiro capital e algumas cidades do Amazonas), o uso de máscara ou alcool gel/higienização das mãos é a mais importante maneira de prevenção e há evidências claras que os países que utilizaram uma estratégia integrada de prevenção com esforços conjuntos de governos federais, estaduais e municipais foram mais bem sucedidos que outros cuja falta de coordenação foi mais flagrante.

    Seguimos acompanhando os desenvolvimentos da crise diariamente, sem nos deixar levar pelo senso comum nem persistir em convicções ultrapassadas, para proteger o patrimônio de nossos clientes e aproveitar novas oportunidades. Parece que o pior já passou em alguns continentes (claramente Ásia e Europa) e que outros estão mais atrasados (América do Sul em alguns países, incluindo o Brasil), EUA e Índia. Parece que temos uma recuperação em forma de “V”, mas o patamar de estabilização ainda é incerto. As incertezas são altas e o “V” pode se tornar um “W”ou “K”, onde empresas grandes se salvam e muitas pequenas e médias sucumbem; e até o “swoosh”, que é o simbolo da Nike, na qual a recuperação é lenta e gradual.

     

     

     

    Referências Bibliográficas

    S. Flaxman, S Mishra, A Gandi et al. Estimating the effects of non-pharmaceutical interventions on COVID-19 in Europe. Nature; 08-06-2020, published online.

    Yehya N, Venkataramani A, Harhay MO. Statewide Interventions and Covid-19 Mortality in the United States: An Observational Study. Clin Infect Dis. 2020 Jul 8. PubMed:

    https://pubmed.gov/32634828. Full-text: https://doi.org/10.1093/cid/ciaa923

    Weinberger DM, Chen J, Cohen T, et al. Estimation of Excess Deaths Associated With the COVID-19 Pandemic in the United States, March to May 2020. JAMA Intern Med July 1, 2020. Full-text: https://jamanetwork.com/journals/jamainternalmedicine/fullarticle/2767980

    O’Callaghan KP, Blatz AM, Offit PA. Developing a SARS-CoV-2 Vaccine at Warp Speed. JAMA, July 6, 2020. Full-text: https://doi.org/10.1001/jama.2020.12190

    Adam D. A guide to R — the pandemic’s misunderstood metric. Nature News. 03 July 2020. Full-text: https://www.nature.com/articles/d41586-020-02009

    Deng W, Bao L, Liu J, et al. Primary exposure to SARS-CoV-2 protects against reinfection in rhesus macaques. Science  02 Jul 2020. Full-text: https://doi.org/10.1126/science.abc5343

    Hong LX, Lin A, He ZB, et al. Mask wearing in pre-symptomatic patients prevents SARS-CoV-2 transmission: An epidemiological analysis. Travel Med Infect Dis. 2020 Jun 24;36:101803. PubMed: https://pubmed.gov/32592903. Full-text: https://doi.org/10.1016/j.tmaid.2020.101803

    Schmidt M, Hoehl S, Berger A, et al. Novel multiple swab method enables high efficiency in SARS-CoV-2 screenings without loss of sensitivity for screening of a complete population. Transfusion. 2020 Jul 6. PubMed: https://pubmed.gov/32627200. Full-text: https://doi.org/10.1111/trf.15973

    Magleby R, Westblade LF, Trzebucki A, et al. Impact of SARS-CoV-2 Viral Load on Risk of Intubation and Mortality Among Hospitalized Patients with Coronavirus Disease 2019. Clin Infect Dis. 2020 Jun 30:ciaa851. PubMed: https://pubmed.gov/32603425. Full-text:

    https://doi.org/10.1093/cid/ciaa851

    https://oglobo.globo.com/opiniao/e-quase-espera-de-um-milagre-24520601

    https://www.nytimes.com/interactive/2020/science/coronavirus-vaccine-tracker.html

     

  • A nova era de juros baixos no Brasil: Há razões para estarmos otimistas? O que muda no planejamento patrimonial?

    Nesse artigo buscaremos utilizar um mínimo de “financês” e “economês” para facilitar a compreensão e tornar a leitura mais agradável. Sendo assim, alguma licença poética se faz necessária. O dia 30 de outubro de 2019 foi um dia que entrou para a história do Brasil. Não só pelo fato do Banco Central ter renovado a mínima histórica da SELIC, mas pelo mercado futuro de juros ter acompanhado o movimento. Isto significa que a política monetária está sendo chancelada pelos agentes financeiros. O risco país que é uma espécie de seguro caso algum país dê calote em seus títulos, no caso brasileiro já está em patamares similares quando tínhamos grau de investimento.

    Quais foram as causas para tamanho deslocamento e qual sua importância para os brasileiros?

    As causas são fáceis de explicar. Os pilares que levaram o Brasil a debelar a hiperinflação e ganhar grau de investimento foram abandonados nos três últimos mandatos do PT. Estes pilares são: responsabilidade fiscal, regime de metas de inflação e câmbio flutuante. Sem querer entrar em discussões políticas, o Brasil de 2010 até o início do ex-presidente Temer teve uma política macroeconômica de vieses que feriram as prerrogativas acima citadas. A dívida bruta entrou em espiral ascendente. O regime de metas foi colocado em segunda instância e a inflação subiu de forma relevante. Foram utilizados represamento de aumento do preço de combustíveis, desoneração de folha de pagamentos de alguns setores, manipulação cambial entre outros artifícios como formas de controle para evitar aumento ainda mais expressivo dos preços.

    As consequências foram sentidas de forma mais relevante no segundo mandato da ex-presidente Dilma: aumento ainda mais pronunciado da inflação, retorno dos juros aos patamares de dois dígitos, aumento enorme do desemprego causado por uma recessão jamais vista nos tempos modernos de nosso país.

    O governo Temer trouxe como espinha dorsal o retorno aos três pilares que colocaram o Brasil como um importante país emergente, pois estávamos nos tornando um país submergente. No atual governo, o viés liberal e respeito extremo aos citados pilares estão sendo ainda mais presentes. Fora isso, temos outros motivos para estarmos construtivos.

    Primeiro, o congresso nacional está com pauta de reformas super relevantes para nos tornarmos uma economia mais moderna e pujante. A reforma da previdência que ataca diretamente o problema fiscal já passou de forma mais abrangente do que se previa, fora outras questões relevantes já foram aprovadas: cadastro positivo, capital estrangeiro nas companhias aéreas, MP das Fraudes contra o INSS, MP da liberdade econômica, nova lei das Teles, cessão onerosa e abertura de espaço no teto de gastos. O mais interessante deste processo é que o congresso tomou para si o protagonismo; o executivo está tendo papel secundário até porque não utiliza o sistema antigo de coalizão como força motriz para aprovar sua agenda.

     

    Fora isso, temos a reforma tributária caminhando a passos relativamente organizados e o ambiente internacional é ainda benigno. Há mais de USD 17 trilhões que estão sendo remunerados a taxas de juros negativas. Este fato pode se tornar um problema no futuro ou é sintoma ainda não totalmente diagnosticado pelos economistas.

    Juntando os fatos e percebendo que outras conquistas estão presentes tais como: independência do banco central, do ministério público, da polícia federal e da operação lava jato (apesar de tentativas de desmonte). Estes vetores de independência institucional são fundamentais para que tenhamos previsibilidade e respeito as regras e normas. O mercado de capitais está totalmente aberto. Neste ano tivemos bilhões de reais em emissões dos mais diversos instrumentos de captação via dívida ou ações. Isto irriga as empresas que por sua vez desenvolvem novos projetos que por sua vez geram empregos. A queda do desemprego ainda está lenta, pois a recessão passada foi muito forte e prejudicou em demasia o balanço das empresas e das famílias.

    Mas, a narrativa acima nos leva a uma sensação: há motivo de sobra para estarmos otimistas com nosso futuro. Podemos ter vento contra, caso algum bloco econômico entre em recessão ou algum problema geopolítico aconteça. Todavia, o preço mais relevante de toda economia, as taxas de juros ou o custo do dinheiro, está na mínima e por motivos sustentáveis. O Banco Central ancorou a inflação e com os pilares de volta, dificilmente veremos uma reversão disso nos próximos anos.

    Os juros baixos são como fermento para economia, pois tudo depende dele. Um projeto se torna viável, pois a taxa de retorno esperada fica alinhada com o custo da dívida. Este mesmo custo da dívida das empresas e famílias se tornando mais barato, abre espaço para mais investimentos ou aquisições, e assim por diante. Podemos estar entrando num ciclo virtuoso onde a velocidade do dinheiro aumenta e os projetos são colocados em prática, levando a abertura de novos projetos.

    As implicações são positivas, mas a vida do rentista se tornou mais complicada. Atualmente os títulos indexados à inflação (NTN-Bs) estão sendo negociados abaixo de IPCA + 2,00% a.a. para títulos com vencimento até 2024. Estes mesmos títulos chegaram a pagar inflação mais 7,40% aproximadamente em 2016 antes do processo de impeachment da ex-presidente Dilma tomar tração. Numa conta simplificada, uma pessoa que tinha R$ 10 milhões de liquidez e que aplicava neste tipo de título podia gastar aproximadamente R$ 600 mil por ano ou R$ 50 mil por mês sem se descapitalizar. Agora a situação é diferente para todo mundo. Qual a saída?

    A profissionalização da gestão dos recursos. Existem alternativas no mercado de capitais nacional para rentabilizar de maneira mais eficiente os recursos disponíveis, todavia o rentista terá que se dedicar de forma muito eficiente para isso ou terá que terceirizar a tarefa. Esta é a razão pela qual 80% das famílias nos EUA que tem mais de US$ 10 milhões de patrimônio se utilizam de assessoria de investimentos independentes e livre de conflitos de interesses.

     

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