economia

  • CARTA MENSAL – FEVEREIRO 2021

    “You want to have a future where you are expecting things to be better, not one where you are expecting things to be worse.”

    Elon Musk

     

    O mês de janeiro foi marcado pela alta volatilidade nos preços de ativos, tanto no cenário internacional como local. Globalmente, as campanhas de vacinação vão ganhando tração e parecem gerar uma queda significante nos níveis de hospitalizações, o que favorece uma perspectiva de recuperação mais ampla da economia e o tão esperado alívio nas medidas de distanciamento. Por outro lado, algumas notícias com relação a novas variantes da doença e novas medidas de distanciamento geraram questionamentos com relação ao ritmo da recuperação e a volta a normalidade. Além disso, tivemos alguns episódios especulativos no mercado que contribuíram para mais volatilidade, porém acreditamos que são eventos irrisórios considerando nosso horizonte relevante de investimento.

    No Brasil, a eleição para a presidência da Câmara e do Senado também gerou altos e baixos, com todos os candidatos à presidência das casas se mostrando inclinados a discutir uma renovação do auxílio emergencial. Os candidatos apoiados pelo governo foram eleitos em ambas as casas, o que afastou algumas preocupações imediatas, como a pauta de impeachment do Presidente e criou uma perspectiva de andamento da agenda de reformas.

    Nos Estados Unidos, a vitória na eleição para o Senado no estado da Georgia propiciou um aumento do poder dos Democratas e o andamento de outros itens da agenda do partido, como a aprovação de um maior pacote de estímulos fiscais, que segue em discussão e provavelmente se materializará. A somatória dos pacotes fiscais em resposta à pandemia chegará a quase 25% do PIB americano, se o pacote for aprovado. Além disso, o Fed que continua a sinalizar uma política monetária super estimulativa, mais tolerante com a inflação, e as vacinas devem promover a normalização da atividade, recuperando setores mais afetados pelo distanciamento. Esses vetores conspiraram para expectativas de inflação crescentes e um aumento relevante das taxas nominais dos títulos de 10 anos do governo americano. O cenário internacional segue uma trajetória construtiva para a recuperação da atividade, uma vez que os países desenvolvidos
    seguem vacinando sua população e sinalizando mais políticas estimulativas.

    No Brasil, os dados de atividade seguem surpreeendendo positivamente. O mercado de trabalho está mostrando uma dinâmica de recuperação rápida e principalmente os dados do setor industrial estão trazendo perspectivas melhores. A tendência dos preços aparenta seguir uma trajetória altista  após as políticas estimulativas empreendidas durante a pandeima, com alguns riscos adicionais, como a alta do preço das commoditites sem a contrapartida de enfraquecimento do dólar.

    Continuamos a acreditar que o COPOM deve começar o ciclo de normalização da taxa de juros entre suas duas próximas reuniões, com a Selic ficando próxima de 4% ainda neste ano. Com relação aos desafios fiscais, acreditamos que o país enfrenta um problema secular em nossa história e alguns agravantes vindo da maneira como nosso sistema político é estruturado, mas o panorama ficou mais positivo. Por enquanto, os eleitos para as presidências das casas se mostraram favoráveis a uma renovação do auxílio emergencial por alguns meses, mas também endossaram um discurso alinhado com o avanço da agenda de reformas e a pauta econômica do governo.

    A estrada de reformas que precisamos seguir deve ser tortuosa nos meses à frente e historicamente enfrenta barreiras políticas. Outro ponto que agrava esta situação é a relativa proximidade das eleições de 2022 e a deterioração da aprovação do governo, mostrada nas pesquisas mais recentes. Esses fatores podem propiciar soluções politicamente aceitáveis, mas economicamente desafiadoras. Por enquanto, o mercado está de lua de mel com o novo grupo de políticos que controla as casas; e estes têm mostrado algum comprometimento com algumas reformas, mas resta saber se a prática conversará com a retórica. Seguimos especialmente atentos ao ritmo de vacinação dos países e desdobramentos da pandemia, que ainda deixa incertezas relevantes no horizonte.


  • Estratégia e disciplina superam os modismos no longo prazo

    O nosso Head de Planejamento Patrimonial, Rodrigo Sgavioli, CFP®️, escreveu um artigo para o portal EXAME sobre a importância de ter uma estratégia bem definida ao pensar nos seus investimentos. No texto, ele destaca o papel primordial de uma alocação adequada para cada investidor, com disciplina no longo prazo e, de preferência, contando com ajuda profissional.

    Confira: https://lnkd.in/dhZcbAa

     

  • O que esperar para a economia brasileira em 2021, por Gustavo Franco

    Em live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, o sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos e ex-presidente do Banco Central comentou sobre aspectos econômicos que o investidor deve ficar de olho

    Prestes a dizer adeus, o ano de 2020 não foi fácil para a economia. A pandemia do coronavírus abalou os mercados mundiais. No Brasil, a quarentena foi decretada em março, com o fechamento dos comércios e restrições aos serviços, provocando queda do ritmo econômico e aumento do desemprego. Quais as expectativas para 2021? O futuro ainda é incerto, a recuperação segue em passos lentos e a orientação ao investidor é ter cautela.

    A Taler Gestão de Patrimônio discutiu as perspectivas econômicas para 2021 em live com Gustavo Franco, o sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos e ex-presidente do Banco Central (BC). Em conversa com Renato Pupo Netto Iversson, sócio da Taler, o economista fez uma retrospectiva dos principais aspectos que impactam o país e o que devemos acompanhar no próximo ano.

    Você pode assistir ao vídeo completo no final da matéria e no canal da Taler no Youtube.

    Inflação

    Para Gustavo Franco, a inflação deve ser acompanhada com preocupação. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) estão discrepantes. O descolamento entre os dois índices pode ser explicado pela desvalorização do real. Por enquanto, as previsões do BC são de que a inflação para os próximos anos se manterá dentro da meta. “Vai requerer um monitoramento refinado do BC para tentar se antecipar em verificar um sinal de desestabilização de expectativas.”

    Dívida pública

    A pandemia elevou os gastos públicos e reduziu as receitas do governo, e como consequência sairemos de 2020 com uma dívida pública de cerca de 100% do PIB. “Ano que que vem será o primeiro em que teremos esse nível de endividamento e despesa com juros. Nos ajuda o fato de que historicamente a Selic é a mais baixa em muito anos”, diz Gustavo Franco.

    O ex-presidente do BC lembra das recentes crises fiscais sofridas por estados, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Há dúvidas se o colapso que atrasou o pagamento de servidores e aposentados poderia chegar à esfera federal. De acordo com Gustavo Franco, o governo federal está preocupado em mergulhar na irresponsabilidade fiscal. O sinal de alerta veio justamente do caos fiscal vivido por alguns estados.

    Auxílio emergencial

    O governo concedeu o auxílio emergencial para ajudar famílias que perderam renda na pandemia. As parcelas foram por três meses no valor de R$600, e depois prolongadas por R$300 até 31 de dezembro. O dilema é se o governo irá manter algum tipo de transferência de renda nos próximos meses, com o aperto das contas públicas.

    O economista comenta que, em alguns estados, os valores do auxílio até aumentaram a renda real, aqueceram setores econômicos e elevaram a taxa de poupança. “O ideal seria que o auxílio fosse substituído por um mecanismo que, inclusive, consolidasse outros programas de transferência direta”, defende. Algumas ideias são de unificar o auxílio emergencial com abono salarial e bolsa-família.  O desafio é fazer o dinheiro chegar para quem realmente precisa.

    Investimentos em 2121

    O cenário de queda na taxa de juros empurra os brasileiros para investimentos de maior risco. Se por um lado a mudança beneficia o aquecimento econômico do Brasil, por outro diminui a rentabilidade da renda fixa e títulos públicos.

    Na opinião de Gustavo Franco, determinadas classes de ativos ainda reservam potencial de crescimento, com capacidade de atrair mais investidores, como produtos estruturados (FIDC, CRI, CRA) e os fundos imobiliários.

    Para ficar no radar em 2021, o estrategista-chefe da Rio Bravo também destaca as novidades do mundo digital aplicadas ao mercado financeiro. Os fundos quantitativos, ou chamados de fundos quants, crescem como opção interessante. A composição de uma carteira é feita por algoritmos, programação e modelos matemáticos, a partir de uma análise quantitativa. Com o uso da tecnologia, o objetivo é proteger os investimentos das oscilações do mercado e minimizar os julgamentos subjetivos.

    Por fim, a ajuda de um profissional pode fazer a diferença para quem quer investir em títulos com maior grau de complexibilidade. O apoio de gestores auxilia na busca por boas oportunidades e um acompanhamento frequente da carteira. “Como o investidor terá que penetrar em áreas novas, em classes de ativos diferentes, o perigo são as fórmulas mágicas. A recomendação é: procure um profissional. Se aconselhe e se informe”, afirma Gustavo Franco.

     

  • CARTA MENSAL – NOVEMBRO 2020

    “São todos maus descobridores os que pensam que não há terra quando conseguem ver apenas o mar” Francis Bacon

    Os dados de outubro continuaram a mostrar uma recuperação da atividade nos principais mercados desenvolvidos. Destaque para o PIB dos Estados Unidos, que cresceu a uma taxa anualizada de 33.1% no 3º trimestre, e da China que deve terminar o ano com um crescimento do PIB esperado próximo de 2%.

    Dados da economia real e os indicadores de alta frequência mais positivos propiciaram um ambiente favorável para os ativos de risco ao longo do mês. No entanto, na última semana do mês, o anúncio de novos lockdowns por conta da piora da segunda onda de Covid-19 na Europa e a proximidade das incertezas associadas à eleição americana provocou um forte movimento de aversão ao risco, revertendo a alta do mês em diversos mercados.

    No Brasil, a combinação do estímulo fiscal massivo aliado a melhoria da pandemia segue favorecendo a recuperação da atividade que surpreende positivamente. Vendas no varejo e produção industrial já estão acima dos níveis pré-crise, além de sinais de melhora no mercado de trabalho. Mesmo com uma alta taxa de desemprego em 14.4%, já estamos no 3º mês consecutivo de criação líquida de vagas e uma participação da força de trabalho, embora muito baixa, que parou de piorar.

    O COPOM manteve novamente a taxa Selic em 2% a.a., além de sinalizar que ela deve permanecer neste patamar embora o mercado já esteja precificando uma alta da taxa de juros no primeiro semestre de 2021. Os índices de inflação seguem sendo pressionados pela inflação de bens que já começou a contaminar os núcleos nos últimos meses. As projeções de inflação ainda estão abaixo da meta, mas há claramente um risco maior vindo do repasse cambial, além da escassez na cadeia de suprimentos de bens duráveis que estão influenciando os preços para cima.

    Seguem no radar do Banco central os riscos da retirada do auxílio emergencial, o hiato do produto negativo (PIB inferior ao seu potencial) e o risco de um possível retorno da pandemia. Se o regime fiscal do país for mantido e as expectativas inflacionárias de longo prazo se mantiverem ancoradas, é provável que o choque atual não contamine significativamente a inflação de 2021. A pressão inflacionária recente deve ser naturalmente reduzida pela queda no consumo resultante do vencimento do coronavoucher e pela forte redução do déficit primário para o ano que vem. No entanto, se a âncora fiscal do país não for respeitada, o ajuste cambial será mais severo e provavelmente perderemos a ancoragem da inflação.

    Neste mês, novamente a agenda política pouco caminhou por conta das eleições municipais. Nos parece que o governo não tem mais o fator tempo a seu favor e, cada dia passado sem o avanço desta agenda de reformas, aumentam as chances dos mercados precificarem um cenário fiscal mais negativo. No entanto, o mês foi marcado pelo avanço de algumas pautas legislativas, como o projeto que formaliza a independência do Banco Central, um importante avanço institucional para o país.

    Nos Estados Unidos, tivemos a eleição presidencial com a vitória do candidato democrata Joe Biden, ainda que contestado pelo presidente Donald Trump. A disputa pelas casas, ainda indefinida hoje, aponta para um senado majoritariamente republicano com o controle democrata na Câmara.

    Nossa expectativa é que teremos um novo pacote fiscal, porém menor e sem a contrapartida de aumento de impostos. Além disso, é possível que o governo Biden adote uma postura mais favorável ao comércio internacional, diminuindo a incerteza, e que deve favorecer o crescimento para países emergentes. Por outro lado, a agenda de sustentabilidade e a questão da Amazônia podem criar barreiras para a economia brasileira.

    O maior movimento de aversão a risco no mês veio da Europa, com o índice EuroStoxx caindo 7,4%. A segunda onda da Covid-19 já vinha acelerando sua taxa de contaminação desde o começo de agosto, mas mostrou uma dinâmica ainda mais explosiva em outubro, o que impactou significativamente o número de hospitalizações e causou a adoção de novas restrições de mobilidade em vários países.

    A intensificação do distanciamento social deve impactar negativamente a recuperação da atividade, porém provavelmente em um nível menor do que aquele observado no lockdown de março e abril. Ademais, o ambiente mais desafiador da pandemia deve incitar novamente estímulos de cunho fiscal e monetário por parte das autoridades, o que tende a ser favorável para os mercados no curto prazo, apesar do impacto negativo do confinamento sobre a economia real.

    Além disso, surgiram notícias de uma mutação do vírus em novas cepas encontradas nos Visons, que já teria contaminado alguns humanos na Dinamarca, e que poderia diminuir a eficácia de uma futura vacina. O tema ainda não é consensual e acompanharemos os comentários de especialistas e das autoridades científicas sobre o assunto. O desenvolvimento de vacinas segue forte, com mais 11 atualmente na fase III e 6 aprovadas para uso limitado. Seguimos atentos aos desenvolvimentos da pandemia nos países, aos estímulos e ao ritmo da recuperação econômica.

    Ressaltamos que a posição fiscal onde o Brasil se encontra é extremamente frágil e que uma segunda onda, embora não seja o nosso cenário base, ainda representa um risco importante, uma vez que temos pouco poder de fogo do ponto de vista de estímulos monetários ou fiscais.

     

  • Os Desafios na Administração das Holdings Familiares

    Importante instrumento de planejamento tributário e sucessório, as holdings familiares exigem uma administração cada vez mais diligente, que atenda às regras de divulgação e fiscalização, além do alinhamento dos interesses dos sócios e da sociedade, entre outras obrigações.⠀

    Para entender os desafios de administrar uma holding familiar, Rodrigo Sgavioli (Head de Planejamento Patrimonial da Taler) recebe Ana Cláudia Akie Utumi (Sócia-fundadora da Utumi Advogados) e Clóvis Patah (Sócio-fundador da M/Legate) para um bate-papo esclarecedor.

     

  • Energia Solar

    A energia solar já deixou de ser uma tendência, e atualmente é uma das fontes renováveis em maior ascensão.⠀

    Em nossa live, “Energia Solar”, recebemos Nelson Colaferro (fundador da Blue Sol Energia Solar) e Luis Pita (Diretor da Atlas Renewable Energy do Brasil).⠀

    O sócio-fundador e CFO da Taler, Paulo Colaferro, vai conduzir o bate-papo.

     

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