Covid-19

  • Retorno das Atividades

    Clientes, parceiros e amigos, esperamos que estejam todos bem, com saúde.

    Logo no início da pandemia, em 16 de março, criamos um comitê para implementar o plano de contingência para COVID 19, com o objetivo de atender às necessidades dos clientes e preservar nosso bem mais valioso: a saúde de todos.

    O alto investimento em tecnologia nos últimos anos, nos garantiu a tranquilidade e a segurança para seguir com a operação 100% remota por meio da plataforma digital Taler. A eficiência do novo modelo de gestão aliada à rápida adaptação dos nossos advisors ao sistema de home office, nos permite sermos ainda mais cautelosos nas medidas de prevenção.

    Em setembro, entramos no estágio de reabertura dos escritórios
    no Brasil, tomando os seguintes cuidados:

    • Realizando semanalmente a sanitização completa dos ambientes com empresa especializada e certificada;
    • Reforçando a higienização diária de pisos, portas, superfícies e aparelhos;
    • Fazendo a medição de temperatura na entrada e na saída de todos;
    • Disponibilizando máscaras descartáveis e álcool em gel nas estações de trabalho e salas de reunião;
    • Adotando sistema de rodízio para atendimento presencial aos clientes, diminuindo ao máximo o fluxo no escritório.

    Para a segurança de todos, continuamos priorizando reuniões em plataformas digitais e incentivando o trabalho remoto. Contamos com sua compreensão.

    Fique à vontade para entrar em contato e esclarecer suas dúvidas sobre os novos procedimentos.

     

    Taler 15 anos. Cuidando do que tem valor para você.

  • Impacto e ESG

    A Nova Realidade nos Investimentos

    ESG é um termo cada vez mais falado no mundo dos investimentos, usado para medir fatores ambientais, sociais e de governança (Environmental, Social and Governance, em inglês). Isso porque investir também se tornou uma prática responsável: além dos riscos e retornos financeiros, é importante hoje analisar os impactos desta ação na sociedade.⠀

    “Impacto e ESG: a nova realidade nos investimentos” é o assunto da nossa live passada. Nela, Rodrigo Sgavioli (Head de Planejamento Patrimonial da Taler) recebe duas sumidades no assunto: Fábio Barbosa (membro conselheiro de empresas como Itaú-Unibanco, Natura e Hering) e Leonardo Letelier (CEO e fundador da SITAWI Finanças do Bem).

  • Coronavírus: Maré alta ou Maré baixa?

    “Ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo. Assim como as águas que já serão outras.“

    Heráclito

    Nesta carta mensal vamos tentar trazer informações relevantes e focadas quase exclusivamente aos desenvolvimentos da pandemia causada pelo Sars-CoV-2. Apesar do gigantesco esforço científico global, ainda existe muito desconhecimento em relação a evolução da doença e seus impactos econômicos, que tendem a ser cada vez mais dispersos entre países ou mesmo  sub-regiões. O mês de junho marcou a continuidade da reabertura iniciada em meados de maio nas principais economias do mundo.

    A contaminação por Covid-19 continuou a se expandir de forma relativamente rápida, com crescimento de 70% no número de casos totais versus 91% no mês anterior. Esse processo se deu pela expansão da doença na América Latina (principalmente Brasil), pela Ásia via Índia e Rússia e por um segundo surto relevante que se iniciou em algumas regiões (distintas dos primeiros focos) nos Estados Unidos.

    Embora o crescimento do número de novas mortes tenha ultrapassado o do mês anterior (60% contra 27%), a contaminação está se expandindo com uma velocidade menos do que proporcional ao crescimento do número de novos casos há mais de 2 meses. Essa defasagem é maior do que o ciclo médio da doença, que pode durar cerca de 30 dias até que um caso identificado venha a óbito; especialmente se considerarmos que a subnotificação do número de novos casos tende a ser maior do que a de novas mortes. Existem algumas hipóteses para este diferencial. A primeira é uma significativa imunização que tomou conta das regiões mais afetadas, visto que os países europeus não experienciaram uma retomada tão forte da doença e que o segundo surto nos Estados Unidos vem de estados que não foram o foco inical. Outra possibilidade é uma curva de aprendizado ascendente dos protocolos médicos e hospitalares, conjuntamente com uma expansão induzida na capacidade dos sistemas de saúde, principalmente dos países mais ricos, o que diminui a probabilidade de que um paciente com sintomas graves venha a óbito.

    No Brasil, o número de novos óbitos parece ter chegado a um platô técnico durante o mês de junho. No entanto, por trás do dado agregado, a composição entre estados e regiões sofreu alterações significativas. As regiões que foram contaminadas de forma mais precoce, como estados ao Sudeste, Norte e Nordeste, apresentaram arrefecimento na taxa de crescimento das mortes, com queda na ocupação de UTI’s por parte de São Paulo e Rio de Janeiro (entre outros). Por outro lado, as regiões ao Sul e Centro-Oeste começaram a experienciar uma onda defasada de contaminação que ainda segue forte.

    Uma variável epidemiológica importante para imaginar a tragetória da doença é o Rt, que representa a taxa de reprodução. Estimando-a, é possivel se ter uma ideia de quantas pessoas, em média, são contaminadas por um portador da doença. Quando esse número fica abaixo de 1, é indício de que a contaminação por Covid-19 está retrocedendo, porque um portador da doença está contaminando, em média, menos de uma pessoa. No Brasil, os estados do Sudeste, Norte e Norteste estão rodando com Rt’s menores do que o Sul e Centro-Oeste, muito próximos ou abaixo de 1, evidência de que a contaminação mudou de foco.

    Os Estados Unidos iniciaram o processo de reabertura de forma desigual enquanto as taxas de contaminação ainda estavam relativamente altas, conforme alertamos na carta do mês anterior. A doença se espalhou para os estados ao Sul e Sudoeste do país, em geral os que iniciaram a reabertura precocemente, com ênfase no Texas, Arizona e Califórnia. No dia 28 de maio, um paper do Imperial College (UK) apontou que a probabilidade da taxa de contaminação estar abaixo de 1 nos estados ao Sul e Sudoeste era menor do que nos outros estados, como Nova Iorque (foco da 1ª onda), cuja probabilidade estaria entre 40% a 60%. Na Europa, alguns fatores sugerem que a segunda onda está sendo mais localizada. A região foi atacada inicialmente de forma mais agressiva, o que pode ter causado um efeito importante de imunização, inclusive por causa da extensão geográfica dos países. Alguns surtos localizados ocorreram no mês, mas de forma menos agressiva.

    Os esforços sem precedentes da comunidade científica internacional para encontrar uma vacina ou tratamento da doença seguem a todo vapor. No campo dos tratamentos, a Food and Drug Administration (FDA) americana revogou o protocolo emergencial da Hidroxicloroquina. Dias depois, a OMS também seguiu a decisão e abandonou a testagem da droga no seu programa “Solidarity Trial”, que envolve estudos randomizados (RCT). O estudo “Recovery”, conduzido pela Universidade de Oxford (Reino Unido) publicou resultados preliminares de seu teste randomizado que apontou evidência de efetividade para o corticoide Dexametasona no tratamento de pacientes com condições respiratórias graves associadas ao coronavírus. Após 28 dias, o estudo mostrou queda em 33% na mortalidade dos pacientes em ventilação mecânica e em 20% para pacientes que necessitam de oxigênio.

    Existem mais de cento e vinte e cinco vacinas sendo desenvolvidas na fase pré-clínica; que ainda não envolve testes em humanos. Quinze vacinas estão em fase um, onde são administradas em um grupo menor de pessoas para atestar sua segurança, dosagem e capacidade inicial de resposta do sistema imune. Dez vacinas estão em fase dois; que envolve testes em milhares de pessoas de diferentes grupos etários e atesta novamente sua segurança e reposta imune. Quatro vacinas já estão em fase três, onde a dosagem é administrada em larga escala em um grupo, enquanto o outro recebe placebo. Métodos diversificados, desde vacinas genéticas (e.g. Moderna – fase dois), de vetor viral ( e.g. AstraZeneca – fase três) e baseadas em proteínas (e.g. Novamax – fase dois) já estão em fases avançadas. Todos os desenvolvimentos do mês indicam que os esforços na área médica, assim como os esforços fiscais e monetários dos países, são totalmente fora da curva.

    A incerteza com relação à pandemia e seus efeitos econômicos de médio e longo prazo está longe de ser insignificante. Ainda não é claro se a maré será alta ou baixa nos meses à frente. O certo é que nós estamos entrando em águas diferentes, com incertezas positivas e negativas guardadas por todos os lados. Temos alguns pontos de maior confiança embasados em nossa visão e alguns estudos científicos/opinião da OMS: dificilmente teremos vacina ou remédio a ser utilizado em massa globalmente, há evidências de efeito de imunidade de rebanho em algumas regiões ou cidades (especialmente Rio de Janeiro capital e algumas cidades do Amazonas), o uso de máscara ou alcool gel/higienização das mãos é a mais importante maneira de prevenção e há evidências claras que os países que utilizaram uma estratégia integrada de prevenção com esforços conjuntos de governos federais, estaduais e municipais foram mais bem sucedidos que outros cuja falta de coordenação foi mais flagrante.

    Seguimos acompanhando os desenvolvimentos da crise diariamente, sem nos deixar levar pelo senso comum nem persistir em convicções ultrapassadas, para proteger o patrimônio de nossos clientes e aproveitar novas oportunidades. Parece que o pior já passou em alguns continentes (claramente Ásia e Europa) e que outros estão mais atrasados (América do Sul em alguns países, incluindo o Brasil), EUA e Índia. Parece que temos uma recuperação em forma de “V”, mas o patamar de estabilização ainda é incerto. As incertezas são altas e o “V” pode se tornar um “W”ou “K”, onde empresas grandes se salvam e muitas pequenas e médias sucumbem; e até o “swoosh”, que é o simbolo da Nike, na qual a recuperação é lenta e gradual.

     

     

     

    Referências Bibliográficas

    S. Flaxman, S Mishra, A Gandi et al. Estimating the effects of non-pharmaceutical interventions on COVID-19 in Europe. Nature; 08-06-2020, published online.

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    https://pubmed.gov/32634828. Full-text: https://doi.org/10.1093/cid/ciaa923

    Weinberger DM, Chen J, Cohen T, et al. Estimation of Excess Deaths Associated With the COVID-19 Pandemic in the United States, March to May 2020. JAMA Intern Med July 1, 2020. Full-text: https://jamanetwork.com/journals/jamainternalmedicine/fullarticle/2767980

    O’Callaghan KP, Blatz AM, Offit PA. Developing a SARS-CoV-2 Vaccine at Warp Speed. JAMA, July 6, 2020. Full-text: https://doi.org/10.1001/jama.2020.12190

    Adam D. A guide to R — the pandemic’s misunderstood metric. Nature News. 03 July 2020. Full-text: https://www.nature.com/articles/d41586-020-02009

    Deng W, Bao L, Liu J, et al. Primary exposure to SARS-CoV-2 protects against reinfection in rhesus macaques. Science  02 Jul 2020. Full-text: https://doi.org/10.1126/science.abc5343

    Hong LX, Lin A, He ZB, et al. Mask wearing in pre-symptomatic patients prevents SARS-CoV-2 transmission: An epidemiological analysis. Travel Med Infect Dis. 2020 Jun 24;36:101803. PubMed: https://pubmed.gov/32592903. Full-text: https://doi.org/10.1016/j.tmaid.2020.101803

    Schmidt M, Hoehl S, Berger A, et al. Novel multiple swab method enables high efficiency in SARS-CoV-2 screenings without loss of sensitivity for screening of a complete population. Transfusion. 2020 Jul 6. PubMed: https://pubmed.gov/32627200. Full-text: https://doi.org/10.1111/trf.15973

    Magleby R, Westblade LF, Trzebucki A, et al. Impact of SARS-CoV-2 Viral Load on Risk of Intubation and Mortality Among Hospitalized Patients with Coronavirus Disease 2019. Clin Infect Dis. 2020 Jun 30:ciaa851. PubMed: https://pubmed.gov/32603425. Full-text:

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    https://oglobo.globo.com/opiniao/e-quase-espera-de-um-milagre-24520601

    https://www.nytimes.com/interactive/2020/science/coronavirus-vaccine-tracker.html

     

  • Os caminhos da Filantropia no Brasil

    Na atual crise tivemos mais uma prova de que o brasileiro é sim solidário em momentos de emergência. O que talvez precisamos entender é como tornar essa solidariedade perene e organizada, uma vez que vivemos em um país de grandes desigualdades, cuja gestão pública é geralmente ineficiente.

    Esses e outros assuntos foram discutidos pelo nosso Head de Planejamento Patrimonial, Rodrigo Sgavioli e pelas especialistas no assunto, Priscila Pasqualin e Daniela Fainberg na Live “Os Caminhos da Filantropia no Brasil”.

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