Private Equity: entenda como funciona o investimento

O investidor aporta recurso em uma empresa de capital fechado que é rentável e tem capacidade de crescimento, com o objetivo de lucrar com a futura venda no médio e longo prazo. Esse é o conceito de Private Equity. Em algumas situações, o aporte também implica em uma participação do investidor na gestão dos negócios. As organizações investidas podem ser de qualquer porte ou setor. E os valores de aplicação inicial podem variar bastante – no caso dos investidores anjo,  podem começar a partir de R$ 50 mil.

A sócia e CEO da Taler Gestão de Patrimônio, Mari Emmanouilides, teve uma conversa sobre o assunto com Ricardo Kanitz, sócio da Spectra Investimentos. Na live, o convidado conta como está o mercado de Private Equity no Brasil e como selecionar as boas oportunidades.

Private Equity x Venture Capital

Ricardo Kanitz explica a diferença entra as duas modalidades de investimento, que podem confundir, em alguns casos. Segundo ele, no Venture Capital, o dinheiro investido é usado para pagar despesas da empresa e garantir que ela tenha fluxo para começar a gerar lucro. No Private Equity, o aporte vai acelerar o crescimento de uma empresa que já gera lucro e está mais estabelecida.

Cresce a participação do investidor pessoa física

Com a crise do coronavírus e atual cenário econômico, os investidores estrangeiros e fundos de pensão diminuíram sua participação em Private Equity no Brasil. Em contrapartida, a parcela do investidor pessoa física (qualificado e profissional) está crescendo.

Na opinião de Kanitz, a popularização dos investimentos de Private Equity tem prós e contras. “É bom porque permite ao investidor de varejo melhorar a taxa de rentabilidade das suas aplicações e ter uma aposentadoria. Além de estar ajudando a financiar o crescimento do país.” Por outro lado, as características do ativo precisam ficar claras para o investidor. “Se o produto for mal vendido pode ser um problema”, diz.

Riscos e retornos

Apesar do potencial de gerar altos retornos, o Private Equity é considerado como capital de risco. Fatores microeconômicos e macroeconômicos devem ser levados em consideração. Kanitz afirma que uma das avaliações diz respeito ao produto e o segmento da empresa que se está alocando capital.

É importante saber que esse é um investimento para médio e longo prazo e que tem baixa liquidez, por isso o investidor precisa reservar uma parcela que não resgatará no curto prazo.

A dica do sócio da Spectra é: “diversificar e manter a disciplina nos investimentos”. Um processo de due dilligence também é fundamental. Para quem quer reduzir riscos, vale considerar investir por meio de fundos, o que garante o trabalho de um gestor profissional e acesso a um leque de empresas.

Qual a hora certa de investir?

Identificar o bom momento para investir é um desafio, já que além das circunstâncias atuais o investidor também precisaria prever as condições econômicas de quanto resgatar os rendimentos.

Se o Private Equity é um investimento que faz sentido para você, Kanitz explica que o processo para começar a investir pode acontecer aos poucos, até o investidor ir acumulando conhecimento e segurança. “Investir um valor para não doer no seu bolso, mas um volume grande o suficiente para forçar você acompanhar a classe de ativos”, orienta.

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