Como a neurociência enxerga a crise de COVID-19?

Entenda como a crise interfere em nossos hábitos de consumo e quais são as expectativas para o período pós-pandemia

Com a pandemia de COVID-19 e a necessidade da quarentena, os hábitos e as tendências de consumo passam por grandes transformações.

Neste cenário, a neurociência e, especialmente, o neuromarketing têm por objetivo compreender, analisar e identificar as formas pelas quais os consumidores, clientes e investidores tomam as suas decisões, levando em conta o momento que vivemos.

Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, nossa sócia-fundadora e CEO, Mari Emmanouilides, entrevistou Valdner Papa, Doutor em Neuromarketing, Fundador e Professor do Instituto de Ensino Valdner Papa, para entender mais sobre as transformações que estão ocorrendo e, principalmente, o que esperar para o período pós-pandemia.

Como a pandemia vem impactando os hábitos de consumo da população?

De acordo com Valdner Papa, podemos observar dois tipos de mudanças comportamentais acontecendo durante a pandemia: as pontuais e as definitivas.

As pontuais são geradas pelo medo irracional e trazem, de imediato, duas reações: a de mais conservadorismo nas decisões e, para quem está acostumado a correr riscos, a busca pelas oportunidades que surgem em meio ao caos.

Já as definitivas trazem a “aceitação” da experiência digital para compras e investimentos. O consumidor percebe que, sim, a Internet funciona perfeitamente e que, com ela, existe uma gama de informações relevantes totalmente disponível, que facilita a tomada de decisão.

Dessa forma, o consumidor passa a ser mais seletivo em suas compras, levando em consideração aspectos como: excelência do atendimento, comparação de preços e praticidade, por exemplo.

“Estamos presenciando uma mudança comportamental extremamente relevante. A primeira delas é que nós perdemos o medo da Internet, tivemos experiências positivas que nos fazem acreditar nesse canal, e isso trará alterações relevantes do posicionamento tradicional que nós tínhamos para o período pós-pandemia”, explica.

Surgimento de novos hábitos de consumo

Com a pandemia, novos hábitos de consumo surgiram e deverão permear por muito mais tempo entre os consumidores e investidores. Um deles é a popularização das lojas virtuais, bastante consolidadas nos países desenvolvidos. “Na minha opinião, já estamos atrasados em poder ter, aqui no Brasil, lojas totalmente digitais e virtuais, onde você não utilize nenhuma burocracia de pagamento”, conta Valdner Papa.

Outra importante modificação diz respeito aos fatores estratégicos de relacionamento com os consumidores. “A criação de vínculo é extremamente relevante daqui para frente. Esse vínculo de transparência, honestidade, atenção e qualidade será a nova modalidade de retenção de clientes”, adiciona.

O que esperar para o período pós-pandemia?

Segundo o especialista, podemos esperar uma menor presença dos pontos físicos de varejo e uma maior presença digital, que vai se fortalecer ainda mais como canal de compra.

Ao mesmo tempo, os clientes que chegarem ao ponto de venda físico estarão muito mais preparados, decididos, informados e prontos para fechar negócio.

“A grande mudança para o pós-pandemia é que quem está no centro estratégico dos negócios não é mais o produto e, sim, o cliente com suas necessidades. Isso significa uma mudança absoluta em termos de comportamento junto ao cliente, ferramentas a serem utilizadas para conhecer o seu perfil comportamental e forma do diálogo a ser feito”.

Para ele, o grande risco que corremos é de não tomar a ação necessária, seja por medo, reação ou por achar que as coisas ainda vão demorar muito para se modificar. “Esse talvez seja o erro fatal das empresas em não se adaptar às inovações”.

 

Confira o vídeo completo da live “Neuromarketing – Tendências de Hábitos e Consumo” e se inscreva em nosso canal no Youtube para acompanhar todos os conteúdos.

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