China: um mercado de oportunidades ou de atenção?

Entenda como se deu o meteórico crescimento econômico chinês e quais são as expectativas para o futuro

Com um crescimento de 26x de sua renda per capita nos últimos 40 anos, a China vem experienciando um avanço fantástico nos setores de educação, tecnologia e infraestrutura, graças à reviravolta econômica que enfrentou com a posse de Deng Xiaoping no final dos anos 70.

No entanto, mesmo com seu meteórico crescimento, a nação ainda é considerada uma das mais controversas do mundo por alguns especialistas, principalmente quando o assunto é investimentos.

Afinal, é ou não é um bom negócio investir no país?

Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, nosso Advisor, Lisandro Brandão, mediou a conversa entre Ulisses de Oliveira, Gestor de Fundos Internacionais da Quasar Asset Management; e Thiago Vitorello, nosso Gestor de Portfólios; para entender melhor sobre os desafios e transformações que ocorreram nesses últimos anos na China.

 

Contexto político por trás da estabilidade econômica chinesa

Com a morte do influente líder Mao Tse-tung e a firmação de Deng Xiaoping no Partido Comunista Chinês, a partir do final dos anos 70 a China passou a adotar um comportamento mais pragmático, com bastante foco em sua economia.

“O grande material que a China tem é o humano, e eles precisavam potencializar essa mão de obra”, explica Ulisses de Oliveira.

Então, com a chegada de Deng Xiaoping, entende-se que, sim, a China tem sua ideologia comunista, mas isso não poderia atrapalhar sua atividade fim.

Para o especialista, os principais elementos econômicos que permitiram esse crescimento meteórico do país foram: a realocação de trabalhadores do campo para a indústria, o reconhecimento da necessidade de capital estrangeiro e a importação de produtividade e tecnologias para impulsionar o desenvolvimento do país. “Esses são alguns dos pontos que mantiveram a China nesse caminho de crescimento. Foi sempre um pensamento pragmático. Eles são comunistas, mas sob vários aspectos a sua economia opera como um sistema capitalista”, complementa.

 

Como funciona o mercado financeiro chinês?

Embora tenha tido um crescimento gigantesco nos últimos anos, o mercado financeiro chinês ainda enfrenta bastante preconceito, principalmente por aqueles não o conhecem e não entendem seu funcionamento.

“No início, é natural ter um pouco de preconceito olhando para o que a gente não conhece. Só que as coisas mudaram bastante por lá. Hoje, pensando em para onde está o crescimento, investir na China é a coisa mais inteligente e natural a se fazer”, explica Thiago Vitorello.

Por exemplo, hoje, em relação à venture capital, a China é o 1º lugar do mundo em fintechs. Em relação à machine learning, que está em bastante evidência, 3º lugar. Em wearables, carros autônomos e realidade virtual, 2º lugar. E se engana quem pensa que eles estão satisfeitos. A China vem trabalhando e se preparando para assumir o 1º lugar.

“Liquidez, hoje, na China não é problema. É um mercado que cresceu bastante, um mercado que está bastante pujante, se desenvolvendo cada vez mais”, afirma o especialista da Taler.

 

Relação risco x retorno

Quando pensamos em China, muitas vezes, vem na cabeça os riscos associados aos investimentos no país, que ainda é considerado muito controverso em suas atitudes. Este ano, os ativos chineses apresentam oscilações negativas por conta de mudanças regulatórias, cujo um dos objetivos é justamente corrigir alguns desequiíbrios econômicos, e está enfrentando problemas relacionados a alguns setores excessivamente alavancados, como é o caso da incorporadora Evergrande. Vale destacar que nos últimos 20 anos o mercado acionário chinês já passou por outros ciclos de queda, nenhum deles relacionado diretamente ao seu regime político.

Ainda de acordo com Thiago, “não há como a gente se livrar do risco. Tudo é questão de como a gente administra. Então, não dá para dizer que a China é mais ou menos arriscada do que outros mercados. Obviamente, que quando investimos no país, acreditamos que ele seja um investimento mais arriscado em alguns pontos, mas justamente por isso esperamos um retorno e um nível de diversificação maior”.

Afinal, como diria o economista e empresário Jorge Paulo Lemann, o maior risco é não correr nenhum risco.

Para saber mais sobre as oportunidades e desafios desse mercado, confira o vídeo completo da live “China: Desafios e Transformações” e se inscreva em nosso canal no Youtube para acompanhar todos os conteúdos.

 

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