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  • Como o Open Banking vai mudar o mercado financeiro?

    Entenda como vai funcionar o sistema do Banco Central que já começou a ser implementado por fases; e quais os benefícios para os clientes de instituições financeiras

    O open banking já começou no Brasil. Previsto para ser implementado por fases, o novo sistema do Banco Central é considerado por especialistas como um dos mais completos do mundo, e vai mudar a forma como clientes e instituições financeiras se relacionam.

    O assunto foi tema de live realizada pela Taler Gestão de Patrimônio. O Head de Planejamento Patrimonial da gestora, Rodrigo Sgavioli, recebeu como convidados Ivo Mósca, Coordenador da Subcomissão de Pagamentos Instantâneos da FEBRABAN, e João Bragança, Senior Project Manager da Roland Berger Brasil. O vídeo completo está disponível no nosso canal no Youtube.

     

    O que é o open banking?

    Na prática, o open banking vai permitir o compartilhamento de dados bancários dos clientes entre diferentes instituições financeiras. Quem decide se as informações poderão ser compartilhadas ou não é o cliente, que passa a ser dono dos seus próprios dados.

    A “língua” falada entre as instituições terá que ser a mesma, o que funcionará por meio de uma tecnologia totalmente padronizada com o uso de APIs (application programming interface, em inglês). “As APIs permitem que dois sistemas se conectem, se comuniquem e compartilhem dados”, explica João Bragança.

    Outra mudança do open banking será a facilidade nas transações financeiras. O consumidor poderá fazer pagamentos em um banco por meio de conta que mantém em instituição diferente.

     

    Benefícios para os clientes

    “O open banking diminui a barreira de informações”, resume Ivo Mósca. Ele afirma que o modelo vai trazer maior competição para o mercado. O cliente é beneficiado com uma oferta ampliada de serviços e produtos financeiros. Com acesso aos dados do cliente, um banco pode oferecer um serviço de crédito melhor do que ele já tem hoje ou taxas mais baixas, por exemplo.

    As empresas que souberem lidar com as informações para ofertar melhores preços e experiência saem na frente. “Quem vai se sobressair são as instituições que conseguirem tirar desses dados os melhores insights, trabalhando de forma assertiva”, diz o coordenador da FEBRABAN.  E João Bragança ainda complementa: “o cliente fica mais empoderado e mais exigente”.

     

    É seguro?

    Segundo João Bragança, qualquer sistema baseado em dados financeiros tem risco, principalmente quando envolve tecnologia. No entanto, ele defende que não haverá um aumento do risco por conta do open banking.  Além disso, o Banco Central é o responsável pela regulação, além de fiscalizar todas as empresas participantes.  Também é importante lembrar que o consentimento do cliente é obrigatório, definindo quais dados ele quer compartilhar e por qual prazo determinado.

     

  • Economias emergentes: oportunidades de investimento

    Entenda as características e como avaliar o potencial ao investir nesses países

    O Brasil, assim como China, África do Sul, Índia, Argentina, Singapura, Rússia, entre outros países, recebem a classificação de emergentes. Afinal, o que determina se uma nação é emergente? Os economistas definem emergentes como nações onde a renda per capita fica em torno de US$ 10 mil por ano.

    Na live realizada pela Taler Gestão de Patrimônio, Thiago Vitorello, gestor de portfólio da gestora, conversou com Paulo Gala, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sobre riscos e oportunidades para os investidores nos mercados emergentes.

    Emergente é tudo igual?
    As economias emergentes têm diferenças entre si, explica Paulo Gala. Parte delas, a exemplo do Brasil, destaca-se pelo agronegócio e tem como base da sua atividade econômica as commodities. Em outros países, a produção industrial e o desenvolvimento de tecnologia são os pontos fortes.

    Relação risco X retorno
    As instabilidades na política e na economia em países emergentes são fatores de preocupação para os investidores. “Se tem uma característica que vemos em todos os mercados emergentes é que não há um arcabouço institucional, jurídico e legal totalmente consolidado”, comenta o professor da FGV. No entanto, ele lembra que quanto maior o risco de investimento, maior também será o retorno.

    O potencial do leste asiático
    O leste asiático cresce em ritmo acelerado e desponta como umas das macrorregiões mais ricas do mundo. Paulo Gala comenta sobre o forte desenvolvimento tecnológico de países como Correia do Sul, China, Indonésia, Malásia, Taiwan e Vietnã. “Certamente é um lugar para o investidor olhar, em termos de dinâmica de crescimento”, afirma.

    Segundo o professor da FGV, os financiamentos públicos tiveram uma importante contribuição para o avanço no continente. “Os asiáticos conseguiram usar os estados para alavancar as suas empresas, com investimento em infraestrutura e programas de governo”. Na Coreia do Sul, ele cita Hyundai e Samsung como empresas que conquistaram o mundo.

    As fronteiras além do Brasil
    Paulo Gala aponta que o Brasil ainda enfrenta desafios para construir empresas de expressão mundial, avançar do ponto de industrial e tecnológico, desenvolver infraestrutura, e como consequência, se tornar menos dependente do agronegócio.

    “Se você quiser maximizar suas oportunidades de risco e retorno, você tem que olhar novos mercados”, diz. Com o objetivo de diversificação de patrimônio, vale a pena avaliar outros países, inclusive outros emergentes.

    A orientação de Paulo Gaia ao investidor é: “fazer bons investimentos depende de uma boa pesquisa. Você precisa enxergar coisas que o mercado não está enxergando”.

    Para saber mais sobre investimentos internacionais, leia a notícia ENTENDA OS MERCADOS INTERNACIONAIS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA INVESTIR.

    Confira o vídeo completo da live “Conhecendo e Investindo em Economias Emergentes” e inscreva-se no canal do Youtube da Taler para acompanhar os conteúdos.

     

  • Empresas de capital aberto: em quais ações investir?

    Destacamos parâmetros que podem ser considerados pelo investidor e avaliamos o desempenho de três setores econômicos

    Não é tarefa simples selecionar em quais empresas investir. Há uma extensa lista de mais de 450 companhias de capital aberto, com ações negociadas na B3. No mercado internacional, também é possível investir em mais de 720 empresas estrangeiras por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) listados na bolsa brasileira.

    Como avaliar oportunidades e tomar a melhor decisão de investimento?

    É interessante considerar histórico da empresa, valuation, tamanho, setor de atuação, estágio de maturidade, possíveis riscos, perspectivas de crescimento, alavancagem, participação no mercado, preço atual da ação, entre tantos outros parâmetros.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, Renato Pupo Netto Iversson, gestor de portfólio da gestora, e Zeca Magalhães, fundador Tarpon, conversaram sobre empresas de capital aberto e teses de investimentos.

    O momento é favorável para investir em ações?

    Na opinião de Zeca Magalhães, a situação econômica atual leva o investidor a correr mais risco para atingir maiores ganhos no longo prazo. Segundo o fundador da Tarpon, é hora do investidor ter um “mindset mais ofensivo”, já que a taxa básica de juros se encontra em níveis historicamente baixos.

    Os participantes da live debateram sobre alguns setores, entre eles, agronegócio, tecnologia e saúde. Confira quais as tendências e o que vale a pena acompanhar ao investir em empresas dos três segmentos.

    Agronegócio

    No Brasil, o agronegócio corresponde a mais de 25% do PIB. O setor mostra resiliência na pandemia e, com o dólar em alta frente ao real, as receitas geradas pelas vendas dos produtos ao mercado externo aumentam. É um bom lugar para tentar se proteger e ganhar dinheiro. Ainda tem muito valor, dependendo de onde investe”, diz Zeca Magalhães.

    Tecnologia

    Ações de empresas como Amazon, Microsoft e Facebook apresentam intensa valorização nos últimos anos. São companhias que nasceram digitais e são gigantes da tecnologia. A orientação para o investidor é não olhar apenas para o passado. É preciso avaliar o potencial para criação de valor. “Transportar para uma visão de futuro é um exercício muito difícil”, comenta o executivo da Tarpon, em relação ao setor.

    Saúde

    Zeca Magalhães destaca que a área de saúde demanda altos custos. Garantir eficiência e focar na prevenção são apenas alguns dos desafios. É verdade que a pandemia acelerou bastante o desenvolvimento do setor, por meio de inovações tecnológicas, investimentos em equipamentos e medicamentos.  Segundo ele, grandes empresas estão de olho em novos negócios e como melhorar esse mercado.

    Para assistir à transmissão da Taler, o vídeo completo está logo abaixo. Inscreva-se no nosso canal no Youtube e acompanhe nosso conteúdo.

  • Blockchain e ativos digitais: quais são as novas soluções financeiras?

    Obra “Everydays – The First 5000 Days” de Mike Winkelmann (Beeple) – Crédito: shutterstock


    Especialistas apontam as inúmeras possibilidades no mundo das finanças com as inovações tecnológicas

    Uma obra de arte digital do artista americano Mike Winkelmann (conhecido por Beeple) foi vendida por US$ 69 milhões pela casa de leilões Christie’s. Denominada “Everydays: The First 5.000 days”, a arte é uma colagem de trabalhos digitais de Beeple ao longo de 13 anos.

    Na verdade, a obra foi tokenizada, ou seja, o artista vendeu um NFT (Non-Fungible Token, token não-substituível na tradução), que é um selo numérico de autenticidade gerado a partir da blockchain. Assim, o comprador recebe a garantia de que é dono de uma obra original e única, mesmo ela não existindo na versão física.

    Os NFTs estão revolucionando os mercados e prometem mudar a forma como as negociações de valores são feitas. Os especialistas afirmam que esse é só o começo.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, Rodrigo Sgavioli, head de Planejamento Patrimonial da gestora, conversou com Bruno Sousa, Diretor Jurídico e de Compliance na Hashdex, e com Bernardo Quintão, head do laboratório de inovação no Mercado Bitcoin, sobre o futuro do mercado de capitais com o blockchain e os ativos digitais.

    O vídeo completo está ao final da notícia e no canal da Taler no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=_craJuV-Yec&t=3009s).

    Afinal, o que é o Blockchain?

    De maneira simplificada, a tecnologia permite criar uma infraestrutura de transação de ativos de forma global, descentralizada e distribuída. É uma espécie de livro contábil que computa vários tipos de transações e registros espalhados por vários computadores. A armazenagem de dados é feita em blocos.

    Bernardo Quintão explica que o principal exemplo é o bitcoin. Por conta dele, é que surgiu a blockchain, depois utilizada para outros criptoativos.

    Algumas características da blockchain são:

    – Os registros são imutáveis.

    – As informações ficam públicas e disponíveis.

    – Não existem intermediários, tudo é feito entre quem envia e quem recebe.

    – Funciona 24 horas, 7 dias por semana.

    – Segurança nas transações.

    Disrupção para o Mercado financeiro: novas soluções

    As inovações da blockchain e dos ativos digitais causam grande impacto no mercado financeiro. “O que o mercado de cripto está fazendo é alterar completamente a maneira como você transaciona valor no mundo”, comenta Bruno Souza. “Daqui para frente, veremos muitas possibilidades. Quando você destrava todo o potencial criativo de entes financeiros, você destrava todo o potencial criativo de soluções financeiras”, completa.

    A tokenização de imóveis, obras de arte e até de vencimentos futuros de jogadores da NBA são apenas alguns exemplos que já são realidade.“É uma realidade sem fronteiras para o mundo do dinheiro”, afirma Bernardo.

     

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