Redação

  • Reforma Tributária: qual a expectativa de votação no Senado?

    Entenda o caminho até a aprovação e como se preparar para as alterações propostas

    No início de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou o texto da segunda fase da Reforma Tributária, que diz respeito ao imposto de renda para pessoas físicas, jurídicas e investimentos. Agora, o projeto segue para aprovação do Senado e, posteriormente, para sanção presidencial, com o objetivo de entrar em vigor o quanto antes.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, nosso sócio-fundador e CFO, Paulo Colaferro, entrevistou novamente o sócio-fundador do Candido Martins Advogados, Alamy Candido, para entender quais foram as mudanças propostas no novo texto e qual a expectativa de aprovação.

    Para acompanhar a primeira conversa que os dois tiveram sobre o tema, em meados de julho, acesse.

     

    Mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados

    Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a segunda fase da Reforma Tributária. Após várias alterações no texto, principalmente em relação à alíquota dos impostos, a proposta foi aprovada, com 378 votos a favor e 77 votos contra.

    Confira as principais mudanças:

    • Redução da alíquota de lucros e dividendos de 20% para 15%. Importante reforçar que, atualmente, lucros e dividendos não são cobrados no imposto de renda.
    • Redução da tributação sobre o lucro corporativo de 34% (25% de IR + 9% de CSLL) para 26% (18% de IR + 8% de CSLL), sendo que a queda de 1% na CSLL está condicionada à aprovação do fim de isenções específicas de PIS e Cofins para alguns segmentos.
    • A regra fiscal dos fundos fechados passaria a ser exatamente igual a dos fundos abertos, com come-cotas uma vez ao ano e tributação do estoque a uma alíquota de 6% para quem realizar o recolhimento até o mês de maio de 2022.
    • Imóveis e investimentos no exterior poderão ter seus valores atualizados, mediante o pagamento de IR de 4% e 6%, respectivamente.

    Para Alamy Candido, mesmo com as contrapartidas, a Reforma como um todo traz pontos positivos. “Tem alguns itens que acho que são bem positivos. O lado negativo é para as empresas que estão no Lucro Presumido, que têm seu faturamento dentro de um limite de R$78 milhões, e vão ter, sim, um acréscimo na tributação”, explica.

    Em relação aos fundos que ficaram de fora, como FIIs, FIDCs, FIPs, fundos de ações e fundos de infraestrutura, o especialista diz que algumas das regras que valem hoje devem ser mantidas. “Cada fundo tem sua regra específica. Então, a gente precisa olhar e fazer essa análise no detalhe quando falar de cada um desses fundos. Tem alguns fundos, sim, que as regras atuais foram mantidas, mas precisamos analisar cada um deles para ter a certeza de que estamos seguindo a regra à risca na Constituição”.

     

    Migração dos investimentos offshore

    Com a possibilidade de o investimento mantido em paraíso fiscal (locais/países que tributam a renda a 20% ou não a tributam) sofrer a atualização e o impacto fiscal todos os anos, o primeiro texto da Reforma Tributária deixou os contribuintes bastante receosos.

    De acordo com Alamy, o texto aprovado pela Câmara não traz mais essa regra. Entretanto, por ser um tema recorrente, os contribuintes que possuem investimentos no exterior querem saber se é o caso de migrar os investimentos ou construir novas estruturas em jurisdições que não são paraísos fiscais.

    “Os contribuintes estão avaliando outras jurisdições para se fazer esse investimento, constituir novas empresas ou, até mesmo, realizar a migração. Do ponto de vista prático, talvez ainda não seja o momento, porque o custo da manutenção, abertura, cumprimento das regras e obrigações acessórias, mais que dobra quando é realizada a migração para locais que não são paraísos fiscais. Então, a avaliação tem que ser cuidadosa também nesse aspecto, porque você pode ter que fazer essa migração por outras razões, mas em razão da regra fiscal, talvez seja um pouco precipitado, porque a contrapartida vai ser um aumento de custos grande”, explica.

     

    Próximos passos da Reforma Tributária

    Com a aprovação da Câmara dos Deputados, o texto da Reforma segue para votação do Senado que, de acordo com Alamy, deverá ser favorável.

    “Do ponto de vista de prazo, o ideal é que o Senado não mude as regras. Se ele mudar, vai ficar apertado para entrar em vigor para o ano que vem. Por isso, eu acredito que a tendência é para que ele vote ainda este ano, para que ano que vem já tenha a regra sendo aplicada e os recursos necessários, que é a expectativa do Governo”, explica.

     

    Como se antecipar às possíveis aprovações da Reforma?

    A dica, segundo o especialista, é que não devemos esperar até o final do ano para aprovar, distribuir ou capitalizar os lucros das empresas.

    “A gente precisa fazer todo o processo de reestruturação e aprovações este ano. Eu não deixaria para fazer no ano que vem, ou no último segundo deste ano, porque eu acho que existe um risco muito grande da Reforma passar e não termos tempo para poder implementar as mudanças. Por isso, olhe para o seu balanço, faça a devida análise e tome as providências para que, no dia 30/11, você aperte o botão e comece a executar o que tiver que ser executado”, comenta.

    Para saber mais sobre as expectativas de alterações, confira o vídeo completo da live “Reforma Tributária – Parte II” e se inscreva em nosso canal no Youtube para acompanhar todos os conteúdos.

  • China: um mercado de oportunidades ou de atenção?

    Entenda como se deu o meteórico crescimento econômico chinês e quais são as expectativas para o futuro

    Com um crescimento de 26x de sua renda per capita nos últimos 40 anos, a China vem experienciando um avanço fantástico nos setores de educação, tecnologia e infraestrutura, graças à reviravolta econômica que enfrentou com a posse de Deng Xiaoping no final dos anos 70.

    No entanto, mesmo com seu meteórico crescimento, a nação ainda é considerada uma das mais controversas do mundo por alguns especialistas, principalmente quando o assunto é investimentos.

    Afinal, é ou não é um bom negócio investir no país?

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, nosso Advisor, Lisandro Brandão, mediou a conversa entre Ulisses de Oliveira, Gestor de Fundos Internacionais da Quasar Asset Management; e Thiago Vitorello, nosso Gestor de Portfólios; para entender melhor sobre os desafios e transformações que ocorreram nesses últimos anos na China.

     

    Contexto político por trás da estabilidade econômica chinesa

    Com a morte do influente líder Mao Tse-tung e a firmação de Deng Xiaoping no Partido Comunista Chinês, a partir do final dos anos 70 a China passou a adotar um comportamento mais pragmático, com bastante foco em sua economia.

    “O grande material que a China tem é o humano, e eles precisavam potencializar essa mão de obra”, explica Ulisses de Oliveira.

    Então, com a chegada de Deng Xiaoping, entende-se que, sim, a China tem sua ideologia comunista, mas isso não poderia atrapalhar sua atividade fim.

    Para o especialista, os principais elementos econômicos que permitiram esse crescimento meteórico do país foram: a realocação de trabalhadores do campo para a indústria, o reconhecimento da necessidade de capital estrangeiro e a importação de produtividade e tecnologias para impulsionar o desenvolvimento do país. “Esses são alguns dos pontos que mantiveram a China nesse caminho de crescimento. Foi sempre um pensamento pragmático. Eles são comunistas, mas sob vários aspectos a sua economia opera como um sistema capitalista”, complementa.

     

    Como funciona o mercado financeiro chinês?

    Embora tenha tido um crescimento gigantesco nos últimos anos, o mercado financeiro chinês ainda enfrenta bastante preconceito, principalmente por aqueles não o conhecem e não entendem seu funcionamento.

    “No início, é natural ter um pouco de preconceito olhando para o que a gente não conhece. Só que as coisas mudaram bastante por lá. Hoje, pensando em para onde está o crescimento, investir na China é a coisa mais inteligente e natural a se fazer”, explica Thiago Vitorello.

    Por exemplo, hoje, em relação à venture capital, a China é o 1º lugar do mundo em fintechs. Em relação à machine learning, que está em bastante evidência, 3º lugar. Em wearables, carros autônomos e realidade virtual, 2º lugar. E se engana quem pensa que eles estão satisfeitos. A China vem trabalhando e se preparando para assumir o 1º lugar.

    “Liquidez, hoje, na China não é problema. É um mercado que cresceu bastante, um mercado que está bastante pujante, se desenvolvendo cada vez mais”, afirma o especialista da Taler.

     

    Relação risco x retorno

    Quando pensamos em China, muitas vezes, vem na cabeça os riscos associados aos investimentos no país, que ainda é considerado muito controverso em suas atitudes. Este ano, os ativos chineses apresentam oscilações negativas por conta de mudanças regulatórias, cujo um dos objetivos é justamente corrigir alguns desequiíbrios econômicos, e está enfrentando problemas relacionados a alguns setores excessivamente alavancados, como é o caso da incorporadora Evergrande. Vale destacar que nos últimos 20 anos o mercado acionário chinês já passou por outros ciclos de queda, nenhum deles relacionado diretamente ao seu regime político.

    Ainda de acordo com Thiago, “não há como a gente se livrar do risco. Tudo é questão de como a gente administra. Então, não dá para dizer que a China é mais ou menos arriscada do que outros mercados. Obviamente, que quando investimos no país, acreditamos que ele seja um investimento mais arriscado em alguns pontos, mas justamente por isso esperamos um retorno e um nível de diversificação maior”.

    Afinal, como diria o economista e empresário Jorge Paulo Lemann, o maior risco é não correr nenhum risco.

    Para saber mais sobre as oportunidades e desafios desse mercado, confira o vídeo completo da live “China: Desafios e Transformações” e se inscreva em nosso canal no Youtube para acompanhar todos os conteúdos.

     

  • Cenário macroeconômico: expectativas e percepções

    Entenda como os acontecimentos locais e internacionais impactam seus investimentos

    Com um cenário econômico ainda instável, por conta da crise de COVID-19, entender quais são as perspectivas para os próximos meses passa a ser fundamental para uma melhor alocação dos investimentos.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, nosso Gestor de Portfólios, Renato Iversson, entrevistou Ivo Chermont, Economista-Chefe da Quantitas, para saber mais sobre o cenário atual e as expectativas econômicas a nível nacional e internacional.

     

    Cenário americano atual

    Com mais de 50% da população completamente vacinada, os Estados Unidos já começam a experenciar o fim da pandemia e o início da normalização da atividade econômica.

    No entanto, após o forte estímulo financeiro às famílias e empresas durante a crise, alguns problemas, como a escassez de matérias-primas para a indústria e a falta de mão de obra, começaram a surgir, favorecendo o crescimento da inflação no país.

    Ivo Chermont explica que, com base nas fontes de pressão do mercado de trabalho, das cadeias produtivas da Ásia e do setor imobiliário, a probabilidade de essa inflação ter caráter permanente é maior do que a probabilidade de ela ser transitória.

    “No mercado de trabalho, começamos a ver nos dados que muita gente vem antecipando os pedidos de aposentadoria depois da pandemia, então esse pessoal provavelmente não vai voltar para a força de trabalho. Em relação à cadeia de suprimentos que derivam, principalmente da Ásia, podemos argumentar que esses fatores são temporários, porque em algum momento a oferta vai aumentar de novo. Mas, uma coisa é ter um fator temporário que demora 3 ou 4 meses, e outra coisa é ter um fator temporário que demora 1 ou 2 anos. E, por último, sobre real estate, o que a gente viu foi um estímulo absurdo para a compra de casas nesses últimos 2 anos, até que o aumento da demanda levou ao aumento do preço, o que significa que muita gente não pode mais comprar casas, só alugar. Com isso, nos últimos 3 meses, começamos a ver a inflação de aluguéis influenciar os índices de inflação americana, e isso certamente tem um caráter mais permanente”.

     

    Expectativas para 2022

    Para Ivo, as circunstâncias já fazem o Fed (Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos) começar a mudar seu discurso inicial de que o cenário era tranquilo e a inflação temporária.

    “Hoje, com essa situação, o mercado todo já espera que em setembro o Fed anuncie os parâmetros de ‘tapering’ para, entre novembro e dezembro, começarem efetivamente o processo de retirada dos estímulos”, conta.

    Em relação ao aumento de juros, o economista-chefe reforça que o processo será o mesmo e deverá começar após o ‘tapering’, no final de 2022.

     

    Qual o impacto do cenário americano na atividade global?

    Geralmente, quando a taxa de juros sofre aumento em países desenvolvidos, o mercado financeiro mundial enfrenta um fenômeno chamado de “flight-to-quality”, no qual os investidores migram de países emergentes, como o Brasil, para países com menos riscos, como os Estados Unidos.

    Nesse cenário, Ivo alerta que tudo vai depender da habilidade de comunicação da política monetária. “O lucro das empresas tem uma relação direta com a atividade econômica, então se o Fed começar a tirar esses estímulos, porque a atividade está muito forte, eu não posso ficar ultra pessimista com os ativos e a bolsa. Eu acho que essa retirada gradual depende da comunicação. Se for bem comunicado e com cautela, eu não espero nenhum tipo de catástrofe, como em 2013”.

     

    E o Brasil?

    Uma das dúvidas mais frequentes, quando o assunto é cenário econômico, é sobre qual seria a etapa atual do ciclo no Brasil. Afinal, será que estamos no pico de crescimento ou ainda há mais potencial?

    De acordo com as projeções da Quantitas, espera-se um crescimento de 5,5% ou 5,7% ainda neste ano, o que significa que, se a taxa de juros se mantiver em um nível estimulante, deva haver um pouco mais de crescimento econômico.

    “Eu acho que a gente ainda está no momento de expansão, mas estamos chegando perto do pico. Talvez no começo ou meio do ano que vem a gente comece a enfrentar uma queda”, explica Ivo.

    Para saber mais sobre a influência política neste cenário, confira o vídeo completo da live “Cenário Macroeconômico” e se inscreva em nosso canal no Youtube para acompanhar todos os conteúdos.

     

  • Como a neurociência enxerga a crise de COVID-19?

    Entenda como a crise interfere em nossos hábitos de consumo e quais são as expectativas para o período pós-pandemia

    Com a pandemia de COVID-19 e a necessidade da quarentena, os hábitos e as tendências de consumo passam por grandes transformações.

    Neste cenário, a neurociência e, especialmente, o neuromarketing têm por objetivo compreender, analisar e identificar as formas pelas quais os consumidores, clientes e investidores tomam as suas decisões, levando em conta o momento que vivemos.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, nossa sócia-fundadora e CEO, Mari Emmanouilides, entrevistou Valdner Papa, Doutor em Neuromarketing, Fundador e Professor do Instituto de Ensino Valdner Papa, para entender mais sobre as transformações que estão ocorrendo e, principalmente, o que esperar para o período pós-pandemia.

    Como a pandemia vem impactando os hábitos de consumo da população?

    De acordo com Valdner Papa, podemos observar dois tipos de mudanças comportamentais acontecendo durante a pandemia: as pontuais e as definitivas.

    As pontuais são geradas pelo medo irracional e trazem, de imediato, duas reações: a de mais conservadorismo nas decisões e, para quem está acostumado a correr riscos, a busca pelas oportunidades que surgem em meio ao caos.

    Já as definitivas trazem a “aceitação” da experiência digital para compras e investimentos. O consumidor percebe que, sim, a Internet funciona perfeitamente e que, com ela, existe uma gama de informações relevantes totalmente disponível, que facilita a tomada de decisão.

    Dessa forma, o consumidor passa a ser mais seletivo em suas compras, levando em consideração aspectos como: excelência do atendimento, comparação de preços e praticidade, por exemplo.

    “Estamos presenciando uma mudança comportamental extremamente relevante. A primeira delas é que nós perdemos o medo da Internet, tivemos experiências positivas que nos fazem acreditar nesse canal, e isso trará alterações relevantes do posicionamento tradicional que nós tínhamos para o período pós-pandemia”, explica.

    Surgimento de novos hábitos de consumo

    Com a pandemia, novos hábitos de consumo surgiram e deverão permear por muito mais tempo entre os consumidores e investidores. Um deles é a popularização das lojas virtuais, bastante consolidadas nos países desenvolvidos. “Na minha opinião, já estamos atrasados em poder ter, aqui no Brasil, lojas totalmente digitais e virtuais, onde você não utilize nenhuma burocracia de pagamento”, conta Valdner Papa.

    Outra importante modificação diz respeito aos fatores estratégicos de relacionamento com os consumidores. “A criação de vínculo é extremamente relevante daqui para frente. Esse vínculo de transparência, honestidade, atenção e qualidade será a nova modalidade de retenção de clientes”, adiciona.

    O que esperar para o período pós-pandemia?

    Segundo o especialista, podemos esperar uma menor presença dos pontos físicos de varejo e uma maior presença digital, que vai se fortalecer ainda mais como canal de compra.

    Ao mesmo tempo, os clientes que chegarem ao ponto de venda físico estarão muito mais preparados, decididos, informados e prontos para fechar negócio.

    “A grande mudança para o pós-pandemia é que quem está no centro estratégico dos negócios não é mais o produto e, sim, o cliente com suas necessidades. Isso significa uma mudança absoluta em termos de comportamento junto ao cliente, ferramentas a serem utilizadas para conhecer o seu perfil comportamental e forma do diálogo a ser feito”.

    Para ele, o grande risco que corremos é de não tomar a ação necessária, seja por medo, reação ou por achar que as coisas ainda vão demorar muito para se modificar. “Esse talvez seja o erro fatal das empresas em não se adaptar às inovações”.

     

    Confira o vídeo completo da live “Neuromarketing – Tendências de Hábitos e Consumo” e se inscreva em nosso canal no Youtube para acompanhar todos os conteúdos.

  • Quais as perspectivas para o mercado de crédito?

    Entenda a evolução do mercado de crédito e quais as oportunidades que se apresentam para os próximos anos

     

    Nos últimos anos, acompanhamos o desenvolvimento do mercado de crédito no Brasil, tanto pela criação de novos produtos e surgimento de novos players quanto pela maior acessibilidade e popularização dos temas.

     

    Na live realizada pela Taler Gestão de Patrimônio, nosso Gestor de Portfólios, Renato Iversson, conversou com Vivian Lee e Eduardo Alhadeff, ambos Sócios, co-CIOs e Gestores da Estratégia de Crédito da Ibiúna Investimentos, sobre as oportunidades e expectativas do mercado para os próximos anos.

     

    Surgimento das fintechs

    Com a constante evolução da sociedade e regulação pelo Banco Central, novos atores e possibilidades surgiram no universo de crédito nos últimos anos, desburocratizando e trazendo mais agilidade para os processos.

     

    Um bom exemplo foi o surgimento das fintechs, que são empresas que unem tecnologia e dados, para oferecer serviços financeiros de forma simplificada, sem burocracia e, muitas vezes, com taxas menores que as dos bancos, já que contam com processos enxutos e custos reduzidos.

     

    De acordo com Vivian Lee, as fintechs têm um grande potencial de revolucionar o mercado de crédito no Brasil, apresentando um potencial de oportunidades para os investidores. “Essa mudança tecnológica e regulatória vai trazer um potencial gigantesco. Em 2018, o portfólio de crédito das fintechs era de R$2 bi, depois fomos para R$9 bi no ano passado e, hoje, com certeza, já é bem mais que isso”, afirma.

     

    Mercado mais democrático

    Com a regulação das fintechs e o crescimento da oferta de novos produtos, o acesso ao mercado de crédito fica cada vez mais democrático, muitas vezes mais de nicho, com fintechs que focam em pessoas físicas de classe mais baixa, estudantes e empresas do middle market, que antes não tinham oportunidades.

     

    “Hoje, a quantidade de informação que você tem para começar a pensar em um modelo de crédito diferente é muito grande, mas o trade off é que muitas fintechs não tem um histórico tão longo do perfil de inadimplência da sua carteira. Então, há o desafio de conseguir o funding dessa carteira. Mas eu acho que a indústria vai mais que dobrar por muito tempo”, explica Vivian Lee.

     

    Onde estão as oportunidades?

    A retomada econômica e a velocidade de vacinação nos países desenvolvidos e agora também nos emergentes, gera um momento muito positivo para todas as economias ao redor do mundo. A tendência dos balanços das empresas é de melhora também.

     

    Para Eduardo Alhadeff, esse conjunto de fatores traz boas oportunidades para investimentos em fundos de crédito. Mas, adverte: “eu estou muito otimista, mas, obviamente, que você precisa escolher as posições corretas, procurar o que tem mais valor”.

     

    Os entrevistados explicam que há 3 pilares que constroem o diferencial do Ibiuna Credit: parcela de até 20% em ativos offshore, até 20% em produtos estruturados e gestão ativa, que busca o ganho de capital e não apenas o “carrego” da posição.

     

    Para saber mais detalhes sobre a visão dos gestores, acesse a entrevista na íntegra:

     

     

  • Longevidade: como se preparar para uma terceira idade tranquila?

    Especialistas comentam os desafios do aumento da expectativa de vida e a importância de se planejar financeiramente para essa etapa

    Quando o assunto é pensar no futuro e na terceira idade que se deseja, alguns podem querer acumular bens, parar de trabalhar, viajar, aproveitar o tempo com a família. Mas você está se planeando para alcançar a sonhada tranquilidade financeira e estabilidade? Nunca é tarde para começar, mas saiba que quanto antes, melhor.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, os participantes destacam que mesmo a morte sendo uma certeza da vida, o assunto por vezes é evitado, quando deveria ser discutido com naturalidade. Rodrigo Sgavioli, Head de Planejamento Patrimonial da Taler, conversou com Ana Leoni, fundadora do Dinheiro com Atitude, e com Daniel Azevedo, médico geriatra.

     

    Avanço da expectativa de vida

    Em 1945, o brasileiro vivia em média 45,5 anos. Hoje, a estimativa do IBGE é que a população chegue em média aos 76,7 anos, o que significa que a expectativa de vida no Brasil está avançando em ritmo acelerado.

    O doutor Daniel Azevedo cita dois principais fatores que favorecem para esse cenário em todo o mundo: as melhorias em saneamento básico e o advento das vacinas. Além disso, as evoluções da medicina também representam um passo importante.

    A projeção da Organização das Nações Unidas (ONU) é que em 2050 o mundo tenha 16% das pessoas com mais de 65 anos. No Brasil, essa parcela da população deverá ser de 23%. Atrás apenas do Japão (38%), da China (25%) e da Europa (28%).

     

    O que é terceira idade?

    Segundo Daniel Azevedo, a classificação de terceira idade é muito mais do que um marco etário. “A velhice é uma construção social. Não dá para generalizar, pois é algo muito heterogêneo”, explica. No Brasil, as pessoas idosas são aquelas classificadas acima de 60 anos. Na Itália, por exemplo, o conceito é aplicado para pessoas com mais de 75 anos.

    “As formas como a pessoa vai envelhecer acabam norteadas pela autonomia (capacidade de tomar decisões) e pela funcionalidade (se consegue fazer as coisas sozinhas)”, define o médico.

     

    Vida longa e os seus desafios

    Se as pessoas estão vivendo mais, isso também significa que o período que teremos para usufruir do que foi conquistado ao longo da vida será maior. Por isso, a importância da construção de patrimônio.

    “O trabalho é mais do que uma fonte de renda, é uma forma de nos inserirmos na sociedade, nos mantermos produtivo, contribuindo para o capital intelectual. Porém, nós como sociedade não estamos preparados para acolher essa população que está chegando de forma acelerada”, alerta Ana Leoni.

    A fundadora do Dinheiro com Atitude aponta desafios, por exemplo, no que diz respeito à participação dos idosos no mercado de trabalho, e como as empresas estão efetivamente preparadas para absorver esses trabalhadores.

     

    Tranquilidade financeira para longevidade

    Quando o assunto é finanças, poucas pessoas conseguem viver bem com os recursos que acumularam ao longo da vida. Falar sobre longevidade e como se preparar para essa etapa é uma necessidade, segundo os especialistas. “A gente precisa trazer essa realidade para o presente, precisa adotar uma abordagem que sensibilize mais e que traga um senso de urgência”, diz Ana Leoni.

    No momento em deixamos de gerar renda e o objetivo é desfrutar dos recursos que poupamos, é preciso rever prioridades, o estilo de vida que se deseja, os gastos destinados a plano de saúde e eventuais cuidados, por exemplo. “Viver com o que é suficiente para você”, aconselha Ana Leoni. Para evitar surpresas no caminho, a lição que fica é a de que planejamento é fundamental.

     

    Veja a live completa e se inscreva no nosso canal no Youtube para acompanhar os nossos conteúdos.

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