Mês: <span>julho 2021</span>

  • Como a neurociência enxerga a crise de COVID-19?

    Entenda como a crise interfere em nossos hábitos de consumo e quais são as expectativas para o período pós-pandemia

    Com a pandemia de COVID-19 e a necessidade da quarentena, os hábitos e as tendências de consumo passam por grandes transformações.

    Neste cenário, a neurociência e, especialmente, o neuromarketing têm por objetivo compreender, analisar e identificar as formas pelas quais os consumidores, clientes e investidores tomam as suas decisões, levando em conta o momento que vivemos.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, nossa sócia-fundadora e CEO, Mari Emmanouilides, entrevistou Valdner Papa, Doutor em Neuromarketing, Fundador e Professor do Instituto de Ensino Valdner Papa, para entender mais sobre as transformações que estão ocorrendo e, principalmente, o que esperar para o período pós-pandemia.

    Como a pandemia vem impactando os hábitos de consumo da população?

    De acordo com Valdner Papa, podemos observar dois tipos de mudanças comportamentais acontecendo durante a pandemia: as pontuais e as definitivas.

    As pontuais são geradas pelo medo irracional e trazem, de imediato, duas reações: a de mais conservadorismo nas decisões e, para quem está acostumado a correr riscos, a busca pelas oportunidades que surgem em meio ao caos.

    Já as definitivas trazem a “aceitação” da experiência digital para compras e investimentos. O consumidor percebe que, sim, a Internet funciona perfeitamente e que, com ela, existe uma gama de informações relevantes totalmente disponível, que facilita a tomada de decisão.

    Dessa forma, o consumidor passa a ser mais seletivo em suas compras, levando em consideração aspectos como: excelência do atendimento, comparação de preços e praticidade, por exemplo.

    “Estamos presenciando uma mudança comportamental extremamente relevante. A primeira delas é que nós perdemos o medo da Internet, tivemos experiências positivas que nos fazem acreditar nesse canal, e isso trará alterações relevantes do posicionamento tradicional que nós tínhamos para o período pós-pandemia”, explica.

    Surgimento de novos hábitos de consumo

    Com a pandemia, novos hábitos de consumo surgiram e deverão permear por muito mais tempo entre os consumidores e investidores. Um deles é a popularização das lojas virtuais, bastante consolidadas nos países desenvolvidos. “Na minha opinião, já estamos atrasados em poder ter, aqui no Brasil, lojas totalmente digitais e virtuais, onde você não utilize nenhuma burocracia de pagamento”, conta Valdner Papa.

    Outra importante modificação diz respeito aos fatores estratégicos de relacionamento com os consumidores. “A criação de vínculo é extremamente relevante daqui para frente. Esse vínculo de transparência, honestidade, atenção e qualidade será a nova modalidade de retenção de clientes”, adiciona.

    O que esperar para o período pós-pandemia?

    Segundo o especialista, podemos esperar uma menor presença dos pontos físicos de varejo e uma maior presença digital, que vai se fortalecer ainda mais como canal de compra.

    Ao mesmo tempo, os clientes que chegarem ao ponto de venda físico estarão muito mais preparados, decididos, informados e prontos para fechar negócio.

    “A grande mudança para o pós-pandemia é que quem está no centro estratégico dos negócios não é mais o produto e, sim, o cliente com suas necessidades. Isso significa uma mudança absoluta em termos de comportamento junto ao cliente, ferramentas a serem utilizadas para conhecer o seu perfil comportamental e forma do diálogo a ser feito”.

    Para ele, o grande risco que corremos é de não tomar a ação necessária, seja por medo, reação ou por achar que as coisas ainda vão demorar muito para se modificar. “Esse talvez seja o erro fatal das empresas em não se adaptar às inovações”.

     

    Confira o vídeo completo da live “Neuromarketing – Tendências de Hábitos e Consumo” e se inscreva em nosso canal no Youtube para acompanhar todos os conteúdos.

  • Quais as perspectivas para o mercado de crédito?

    Entenda a evolução do mercado de crédito e quais as oportunidades que se apresentam para os próximos anos

     

    Nos últimos anos, acompanhamos o desenvolvimento do mercado de crédito no Brasil, tanto pela criação de novos produtos e surgimento de novos players quanto pela maior acessibilidade e popularização dos temas.

     

    Na live realizada pela Taler Gestão de Patrimônio, nosso Gestor de Portfólios, Renato Iversson, conversou com Vivian Lee e Eduardo Alhadeff, ambos Sócios, co-CIOs e Gestores da Estratégia de Crédito da Ibiúna Investimentos, sobre as oportunidades e expectativas do mercado para os próximos anos.

     

    Surgimento das fintechs

    Com a constante evolução da sociedade e regulação pelo Banco Central, novos atores e possibilidades surgiram no universo de crédito nos últimos anos, desburocratizando e trazendo mais agilidade para os processos.

     

    Um bom exemplo foi o surgimento das fintechs, que são empresas que unem tecnologia e dados, para oferecer serviços financeiros de forma simplificada, sem burocracia e, muitas vezes, com taxas menores que as dos bancos, já que contam com processos enxutos e custos reduzidos.

     

    De acordo com Vivian Lee, as fintechs têm um grande potencial de revolucionar o mercado de crédito no Brasil, apresentando um potencial de oportunidades para os investidores. “Essa mudança tecnológica e regulatória vai trazer um potencial gigantesco. Em 2018, o portfólio de crédito das fintechs era de R$2 bi, depois fomos para R$9 bi no ano passado e, hoje, com certeza, já é bem mais que isso”, afirma.

     

    Mercado mais democrático

    Com a regulação das fintechs e o crescimento da oferta de novos produtos, o acesso ao mercado de crédito fica cada vez mais democrático, muitas vezes mais de nicho, com fintechs que focam em pessoas físicas de classe mais baixa, estudantes e empresas do middle market, que antes não tinham oportunidades.

     

    “Hoje, a quantidade de informação que você tem para começar a pensar em um modelo de crédito diferente é muito grande, mas o trade off é que muitas fintechs não tem um histórico tão longo do perfil de inadimplência da sua carteira. Então, há o desafio de conseguir o funding dessa carteira. Mas eu acho que a indústria vai mais que dobrar por muito tempo”, explica Vivian Lee.

     

    Onde estão as oportunidades?

    A retomada econômica e a velocidade de vacinação nos países desenvolvidos e agora também nos emergentes, gera um momento muito positivo para todas as economias ao redor do mundo. A tendência dos balanços das empresas é de melhora também.

     

    Para Eduardo Alhadeff, esse conjunto de fatores traz boas oportunidades para investimentos em fundos de crédito. Mas, adverte: “eu estou muito otimista, mas, obviamente, que você precisa escolher as posições corretas, procurar o que tem mais valor”.

     

    Os entrevistados explicam que há 3 pilares que constroem o diferencial do Ibiuna Credit: parcela de até 20% em ativos offshore, até 20% em produtos estruturados e gestão ativa, que busca o ganho de capital e não apenas o “carrego” da posição.

     

    Para saber mais detalhes sobre a visão dos gestores, acesse a entrevista na íntegra:

     

     

  • Carta Mensal – Julho 2021

    “The four most dangerous words in investing are: ‘this time it’s different.’”

    John Templeton

     

    O mês de Junho marcou mais uma janela de performance positiva para os ativos brasileiros. O Ibovespa teve sua quarta alta mensal consecutiva e o Real continuou a desempenhar uma das melhores performances entre os seus pares, valorizando-se 4.51% contra o dólar. Globalmente, o padrão de comportamento dos ativos foi afetado na segunda metade do mês com a reunião do FOMC, que antecipou uma discussão sobre retiradas de estímulos nos Estados Unidos, favorecendo um achatamento da curva de juros americana e fortalecimento do dólar contra moedas desenvolvidas.

    No mercado internacional, após os estímulos sem precedentes e o avanço das campanhas de vacinação, os dados de atividade econômica e de inflação seguem acima do esperado. A reunião do FOMC no dia 17 movimentou os ativos globais, com mais participantes do comitê precificando altas de juros num horizonte menor. Com isso, duas altas de 0.25% são esperadas para 2023, enquanto sete dos dezoito participantes do comitê passaram a esperar o início do ciclo de alta já em 2022, contra três na reunião anterior. As altas de juros deverão ser posteriores à diminuição do ritmo de compra de ativos e a sua antecipação também trouxe a discussão de redução no ritmo de compra de ativos atual, de US$ 120 bilhões por mês, o que implica menos injeção de liquidez nos mercados. Essa modificação de comunicação do principal banco central no mundo é relevante para o curso da política monetária globalmente e diversos países que ainda estão atrasados no ciclo de alta devem começar a se movimentar nesse sentido, uma vez que a recuperação econômica é cada vez mais concreta e a inflação mundial segue aumentando.

    No Brasil, o cenário para atividade também segue benigno. A tendência das hospitalizações e mortes por covid segue caindo e o processo de vacinação ganhou bastante tração, indicando que provavelmente vamos ter um segundo semestre de reabertura mais consistente. Além disso, diversos fatores deverão amparar a atividade, como os estímulos fiscais que seguem em curso, o alto nível de poupança acumulada, os juros reais estimulativos e termos de troca próximos das máximas. Esse cenário favorece um crescimento do PIB acima de 5% em 2021. A inflação segue pressionada pelos preços administrados, mas diversos fatores dentro dos preços livres mostram aceleração e os núcleos seguem acelerando. O índice de difusão, que corresponde ao percentual de componentes cujos preços estão aumentando, segue acima de 60% desde outubro de 2020. Com isso, o Banco Central deve continuar o processo de subida da taxa Selic até pelo menos 6.5% neste ano. Há fatores de risco adicionais, como o baixo nível de chuvas que impacta as tarifas de energia, a persistência dos choques de oferta que podem impactar preços de bens, e o controle das expectativas para 2022. Com mais inflação e crescimento, os números de arrecadação seguem surpreendendo, melhorando o déficit primário, e a razão dívida/PIB do país segue em queda,  saindo de 89.3% em dezembro de 2020 para 84.5% em maio de 2021.


  • Longevidade: como se preparar para uma terceira idade tranquila?

    Especialistas comentam os desafios do aumento da expectativa de vida e a importância de se planejar financeiramente para essa etapa

    Quando o assunto é pensar no futuro e na terceira idade que se deseja, alguns podem querer acumular bens, parar de trabalhar, viajar, aproveitar o tempo com a família. Mas você está se planeando para alcançar a sonhada tranquilidade financeira e estabilidade? Nunca é tarde para começar, mas saiba que quanto antes, melhor.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, os participantes destacam que mesmo a morte sendo uma certeza da vida, o assunto por vezes é evitado, quando deveria ser discutido com naturalidade. Rodrigo Sgavioli, Head de Planejamento Patrimonial da Taler, conversou com Ana Leoni, fundadora do Dinheiro com Atitude, e com Daniel Azevedo, médico geriatra.

     

    Avanço da expectativa de vida

    Em 1945, o brasileiro vivia em média 45,5 anos. Hoje, a estimativa do IBGE é que a população chegue em média aos 76,7 anos, o que significa que a expectativa de vida no Brasil está avançando em ritmo acelerado.

    O doutor Daniel Azevedo cita dois principais fatores que favorecem para esse cenário em todo o mundo: as melhorias em saneamento básico e o advento das vacinas. Além disso, as evoluções da medicina também representam um passo importante.

    A projeção da Organização das Nações Unidas (ONU) é que em 2050 o mundo tenha 16% das pessoas com mais de 65 anos. No Brasil, essa parcela da população deverá ser de 23%. Atrás apenas do Japão (38%), da China (25%) e da Europa (28%).

     

    O que é terceira idade?

    Segundo Daniel Azevedo, a classificação de terceira idade é muito mais do que um marco etário. “A velhice é uma construção social. Não dá para generalizar, pois é algo muito heterogêneo”, explica. No Brasil, as pessoas idosas são aquelas classificadas acima de 60 anos. Na Itália, por exemplo, o conceito é aplicado para pessoas com mais de 75 anos.

    “As formas como a pessoa vai envelhecer acabam norteadas pela autonomia (capacidade de tomar decisões) e pela funcionalidade (se consegue fazer as coisas sozinhas)”, define o médico.

     

    Vida longa e os seus desafios

    Se as pessoas estão vivendo mais, isso também significa que o período que teremos para usufruir do que foi conquistado ao longo da vida será maior. Por isso, a importância da construção de patrimônio.

    “O trabalho é mais do que uma fonte de renda, é uma forma de nos inserirmos na sociedade, nos mantermos produtivo, contribuindo para o capital intelectual. Porém, nós como sociedade não estamos preparados para acolher essa população que está chegando de forma acelerada”, alerta Ana Leoni.

    A fundadora do Dinheiro com Atitude aponta desafios, por exemplo, no que diz respeito à participação dos idosos no mercado de trabalho, e como as empresas estão efetivamente preparadas para absorver esses trabalhadores.

     

    Tranquilidade financeira para longevidade

    Quando o assunto é finanças, poucas pessoas conseguem viver bem com os recursos que acumularam ao longo da vida. Falar sobre longevidade e como se preparar para essa etapa é uma necessidade, segundo os especialistas. “A gente precisa trazer essa realidade para o presente, precisa adotar uma abordagem que sensibilize mais e que traga um senso de urgência”, diz Ana Leoni.

    No momento em deixamos de gerar renda e o objetivo é desfrutar dos recursos que poupamos, é preciso rever prioridades, o estilo de vida que se deseja, os gastos destinados a plano de saúde e eventuais cuidados, por exemplo. “Viver com o que é suficiente para você”, aconselha Ana Leoni. Para evitar surpresas no caminho, a lição que fica é a de que planejamento é fundamental.

     

    Veja a live completa e se inscreva no nosso canal no Youtube para acompanhar os nossos conteúdos.

  • IM responde: é possível perder mais do que o valor investido em fundos?

    Os Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) investem em empresas abertas, fechadas ou sociedades limitadas, com foco em negócios em desenvolvimento. No portal InfoMoney, nosso Gestor de Portfólios, Renato Iversson, responde dúvida de investidor sobre risco de perda no produto.

    Um ponto que chama atenção diz respeito às Chamadas de Capital, quando os cotistas precisam fazer aportes adicionais, proporcionais à participação de cada um dentro do veículo, para capitalizar o fundo. Embora essa operação seja bastante atípica, nosso especialista conta que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já planeja mudanças nas regras sobre responsabilidade do investidor e discute o assunto em audiência pública.

    Para ler o InfoMoney Responde, acesse: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/im-responde-e-possivel-perder-mais-do-que-o-valor-investido-em-fundos/amp/

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