Mês: abril 2021

  • Empresas de capital aberto: em quais ações investir?

    Destacamos parâmetros que podem ser considerados pelo investidor e avaliamos o desempenho de três setores econômicos

    Não é tarefa simples selecionar em quais empresas investir. Há uma extensa lista de mais de 450 companhias de capital aberto, com ações negociadas na B3. No mercado internacional, também é possível investir em mais de 720 empresas estrangeiras por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) listados na bolsa brasileira.

    Como avaliar oportunidades e tomar a melhor decisão de investimento?

    É interessante considerar histórico da empresa, valuation, tamanho, setor de atuação, estágio de maturidade, possíveis riscos, perspectivas de crescimento, alavancagem, participação no mercado, preço atual da ação, entre tantos outros parâmetros.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, Renato Pupo Netto Iversson, gestor de portfólio da gestora, e Zeca Magalhães, fundador Tarpon, conversaram sobre empresas de capital aberto e teses de investimentos.

    O momento é favorável para investir em ações?

    Na opinião de Zeca Magalhães, a situação econômica atual leva o investidor a correr mais risco para atingir maiores ganhos no longo prazo. Segundo o fundador da Tarpon, é hora do investidor ter um “mindset mais ofensivo”, já que a taxa básica de juros se encontra em níveis historicamente baixos.

    Os participantes da live debateram sobre alguns setores, entre eles, agronegócio, tecnologia e saúde. Confira quais as tendências e o que vale a pena acompanhar ao investir em empresas dos três segmentos.

    Agronegócio

    No Brasil, o agronegócio corresponde a mais de 25% do PIB. O setor mostra resiliência na pandemia e, com o dólar em alta frente ao real, as receitas geradas pelas vendas dos produtos ao mercado externo aumentam. É um bom lugar para tentar se proteger e ganhar dinheiro. Ainda tem muito valor, dependendo de onde investe”, diz Zeca Magalhães.

    Tecnologia

    Ações de empresas como Amazon, Microsoft e Facebook apresentam intensa valorização nos últimos anos. São companhias que nasceram digitais e são gigantes da tecnologia. A orientação para o investidor é não olhar apenas para o passado. É preciso avaliar o potencial para criação de valor. “Transportar para uma visão de futuro é um exercício muito difícil”, comenta o executivo da Tarpon, em relação ao setor.

    Saúde

    Zeca Magalhães destaca que a área de saúde demanda altos custos. Garantir eficiência e focar na prevenção são apenas alguns dos desafios. É verdade que a pandemia acelerou bastante o desenvolvimento do setor, por meio de inovações tecnológicas, investimentos em equipamentos e medicamentos.  Segundo ele, grandes empresas estão de olho em novos negócios e como melhorar esse mercado.

    Para assistir à transmissão da Taler, o vídeo completo está logo abaixo. Inscreva-se no nosso canal no Youtube e acompanhe nosso conteúdo.

  • Os vários mundos das ações

    Com a queda de atratividade da renda fixa, o investidor brasileiro acessa cada vez mais a Bolsa. Em entrevista para o caderno especial Onde Investir Renda Variável, do Estadão, a nossa sócia-fundadora e CEO, Mari Emmanouilides, comenta que para garantir ganhos mais expressivos é preciso sair da zona de conforto.

    Para uma visão de longo prazo nos investimentos, experiência, disciplina e estratégia são fundamentais.

    Leia a reportagem

  • Solidariedade

    Convidamos você a entrar nesse movimento com a gente.

    A Taler acredita no potencial de iniciativas independentes para dar apoio e aliviar o sofrimento das populações mais vulneráveis aos efeitos econômicos da pandemia. A necessidade de captação de recursos financeiros para essas instituições é urgente. Para dirigir nossas contribuições credenciamos organizações que atuam diretamente no combate à fome em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Ficaremos felizes em contar com você nesse movimento de solidariedade.

    Conheça as iniciativas e formas de contribuir:

     

    Site: https://bancodealimentos.org.br

    Link para doação: https://bancodealimentos.org.br/doe

    CNPJ: 02.736.449/0001-48

    PIX para doação: 02.736.449/0001-48

     

    • Instituto Ybi de Fomento Socio Cultural

    Site: https://institutoybi.org/

    Link para doação: https://institutoybi.org/doe/

    CNPJ : 29.314.535/0001-19

     

    • AMIS Associação Morumbi de Integração Social

    Site: http://www.aamis.com.br/index-1.asp

    CNPJ: 50.059.419/0001-97

    Chave PIX – 50.059.419/0001-97

     

    • A minha casa

    Site: http://aminhacasa.org.br/index.html

    Link para doação: http://aminhacasa.org.br/como-doar.html

    CNPJ : 30.251.698/0001-89

     

    • Comunidade Luso Brasileira de Araçatuba

    CNPJ: 55.752.349/0001-71

    Chave PIX: 55.752.349/0001-71

     

    • Sociedade de Educação Integral e de Assistência Social

    Site: https://seias.com.br/

    Chave PIX: doe@seias.com.br

    CNPJ : 33.352.543/0001-27

     

    • Associação Ministério Semente

    Chave PIX – 07338324824

    CNPJ: 07.681.800/0001-64

     

    • Associação Mineira de Reabilitação (AMR)

    Link para doação: https://www.amr.org.br/quero-ajudar/doacao-financeira/

    CNPJ: 17.221.615/0001-40

     

    • Conjunto Assistencial Nossa Senhora da Conceição Aparecida

    Banco – 341

    Ag. 8463

    C/C: 07459-4

    CNPJ: 62.481.064/0003-70

     

    A cada R$ 1,00 doado, a Taler também efetuará uma doação de R$ 1,00, mediante comprovação(*), limitado ao valor máximo total de R$ 50 mil.

    Este valor por sua vez, será destinado às entidades menos beneficiadas na ação.

    (*) Após a doação, importante enviar o comprovante para o e-mail administrativo@taler.com.br para que o Grupo Taler também faça sua contribuição dentro dos critérios estabelecidos.

     

  • Blockchain e ativos digitais: quais são as novas soluções financeiras?

    Obra “Everydays – The First 5000 Days” de Mike Winkelmann (Beeple) – Crédito: shutterstock


    Especialistas apontam as inúmeras possibilidades no mundo das finanças com as inovações tecnológicas

    Uma obra de arte digital do artista americano Mike Winkelmann (conhecido por Beeple) foi vendida por US$ 69 milhões pela casa de leilões Christie’s. Denominada “Everydays: The First 5.000 days”, a arte é uma colagem de trabalhos digitais de Beeple ao longo de 13 anos.

    Na verdade, a obra foi tokenizada, ou seja, o artista vendeu um NFT (Non-Fungible Token, token não-substituível na tradução), que é um selo numérico de autenticidade gerado a partir da blockchain. Assim, o comprador recebe a garantia de que é dono de uma obra original e única, mesmo ela não existindo na versão física.

    Os NFTs estão revolucionando os mercados e prometem mudar a forma como as negociações de valores são feitas. Os especialistas afirmam que esse é só o começo.

    Na live promovida pela Taler Gestão de Patrimônio, Rodrigo Sgavioli, head de Planejamento Patrimonial da gestora, conversou com Bruno Sousa, Diretor Jurídico e de Compliance na Hashdex, e com Bernardo Quintão, head do laboratório de inovação no Mercado Bitcoin, sobre o futuro do mercado de capitais com o blockchain e os ativos digitais.

    O vídeo completo está ao final da notícia e no canal da Taler no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=_craJuV-Yec&t=3009s).

    Afinal, o que é o Blockchain?

    De maneira simplificada, a tecnologia permite criar uma infraestrutura de transação de ativos de forma global, descentralizada e distribuída. É uma espécie de livro contábil que computa vários tipos de transações e registros espalhados por vários computadores. A armazenagem de dados é feita em blocos.

    Bernardo Quintão explica que o principal exemplo é o bitcoin. Por conta dele, é que surgiu a blockchain, depois utilizada para outros criptoativos.

    Algumas características da blockchain são:

    – Os registros são imutáveis.

    – As informações ficam públicas e disponíveis.

    – Não existem intermediários, tudo é feito entre quem envia e quem recebe.

    – Funciona 24 horas, 7 dias por semana.

    – Segurança nas transações.

    Disrupção para o Mercado financeiro: novas soluções

    As inovações da blockchain e dos ativos digitais causam grande impacto no mercado financeiro. “O que o mercado de cripto está fazendo é alterar completamente a maneira como você transaciona valor no mundo”, comenta Bruno Souza. “Daqui para frente, veremos muitas possibilidades. Quando você destrava todo o potencial criativo de entes financeiros, você destrava todo o potencial criativo de soluções financeiras”, completa.

    A tokenização de imóveis, obras de arte e até de vencimentos futuros de jogadores da NBA são apenas alguns exemplos que já são realidade.“É uma realidade sem fronteiras para o mundo do dinheiro”, afirma Bernardo.

     

  • Carta Mensal – Abril 2021

     
    A Importância do Timing

    “Remember, things are never clear until it’s too late.”

    Peter Lynch

     

    No mês de março, os desafios do cenário macroeconômico local voltaram a fomentar episódios de alta volatilidade e de correções, principalmente no mercado de renda fixa. A bolsa brasileira subiu 6% no mês, mas esse número reflete principalmente a inclinação dos juros de mercado e a dinâmica de crescimento no exterior, uma vez que quase 60% do resultado positivo do índice vem de empresas de commodities e de bancos. O país enfrenta provavelmente o pior momento da pandemia, rupturas no ambiente político, queda nas projeções de crescimento, aumento nas projeções de inflação, e uma intensificação das preocupações relacionadas à política fiscal. Como resultado, todos os indicadores relevantes do mercado brasileiro, tanto na renda fixa como na renda variável, fecharam o primeiro trimestre do ano em terreno negativo, com o real desvalorizando 9,41% contra o dólar neste período.

    O cenário internacional continua se mostrando construtivo para a recuperação da atividade econômica, principalmente no grupo de países desenvolvidos que está acelerando a vacinação, como o Reino Unido e os EUA.  O governo americano adiantou de 1º de maio para 19 de abril a data em que adultos de qualquer idade poderão receber pelo menos a primeira dose da vacina contra Covid-19 e o Reino Unido já confirmou a data de reabertura dos comércios considerados não essenciais e de pubs para 12 de abril. O processo de vacinação parece estar levando a uma redução significativa no número de mortes e de hospitalizações, principalmente quando discriminamos os grupos prioritários do restante da população. Esse processo deve iniciar a recuperação dessas economias já no segundo trimestre de 2021.

    Os EUA nos parecem ser o país que sairá melhor e mais rápido da crise, crescendo entre 6,0%  a 7,5% neste ano. O próximo ponto de atenção será a discussão do novo pacote fiscal de mais de 2 trilhões de dólares, que terá foco em infraestrutura e será parcialmente financiado, entre outras coisas, pelo aumento de 7 pontos percentuais na alíquota de impostos corporativos, de 21,0% para 28,0%. O Fed continua a sinalizar que sua taxa de juros de política monetária deve permanecer em 0% por um longo período de tempo e que uma primeira sinalização de redução no ritmo de compra de ativos só deve aparecer a partir do momento em que houver uma clara recuperação do mercado de trabalho e aumento significativo da inflação, acima da meta de 2%. Em alguns países europeus, a vacinação continua relativamente lenta e a incapacidade de conter a curva de infecções no curto prazo engatilhou mais uma rodada de medidas de distanciamento. O impacto dessas medidas no desemprego e atividade em geral está levando o Banco Central Europeu (ECB) a adotar uma postura ainda mais leniente que o Fed, indicando que o nível de estímulos ainda pode aumentar, caso se faça necessário.

    Diversos desenvolvimentos políticos impactaram o mercado brasileiro neste mês: a restituição da elegibilidade do Ex-Presidente Lula, a aprovação de um orçamento inexequível, as seis trocas ministeriais empreendidas pelo Presidente, incluindo na pasta da saúde, etc. Acreditamos que o teatro político que estamos vendo desde a metade de fevereiro não reflete simplesmente a natureza complexa das instituições brasileiras, mas uma conjunção latente da piora na situação sanitária e do cenário macroeconômico. Os problemas seculares de descontrole do gasto público se somaram às sequelas do enfrentamento à pandemia.

    Em 2020, as contas públicas registraram o sétimo déficit consecutivo do país em 702,9 bilhões de reais (9,49% do PIB), enquanto o Banco Central empreendeu um corte agressivo que renovou a mínima histórica da taxa selic em 250 pontos-base, para 2%. As fortes medidas estimulativas, incluindo o gasto de 322 bilhões de reais com o auxílio emergencial, contribuíram para uma revisão significativa na projeção de queda do PIB de 2020, que caiu 4,1%, mas também contribuíram para um agravamento do problema da dívida pública, que saiu de cerca de 50% do PIB em 2010 para 90% do PIB neste ano.

    O IPCA do ano passado foi bastante impactado pela inflação de bens, que refletia o tamanho e a extensão do auxílio emergencial. Atualmente, há diversos outros fatores de preocupação. No passado, a correlação inversa entre os termos de troca e a taxa de câmbio blindou parte do impacto vindo da inflação de bens comercializáveis, cuja dinâmica de preço costuma se dar no exterior. No entanto, a depreciação consistente do câmbio tem contribuído para importarmos inflação externa, mesmo com um alto nível de ociosidade na economia. O impacto desses choques seria muito menos preocupante se a dinâmica fiscal estivesse favorável, mas provavelmente veremos o Banco Central favorecendo um ciclo de alta mais agressivo para não perder as expectativas inflacionárias de 2022.

    A dinâmica dos problemas locais já transcendeu a dimensão econômica. O alto nível de mortes e a lotação das UTI’s pressiona os governantes a adotarem políticas de distanciamento mais rígidas, levando a mais desemprego e menos atividade. Isso diminui a popularidade do governo, interrompe as reformas e cria mais gastos, como a renovação dos 44 bilhões de reais de auxílio emergencial, ou aprovação do orçamento “criativo”. Como estamos à beira do precipício fiscal, os mercados reagem mal, apertando as condições financeiras e exigindo prêmio de risco. Com isso, o dólar, que já vive uma dinâmica externa positiva por conta da subida dos juros longos americanos, se mantém em patamares mais fortes, pressionando ainda mais a inflação.

    A entrada do Ex-Presidente Lula na corrida eleitoral pode ser ilustrada pela frase frequentemente atribuída ao Ex-Ministro Pedro Malan: “No Brasil, até o passado é incerto”. E o mercado cobra prêmios pela incerteza. Acreditamos que o país enfrenta uma tempestade perfeita de desafios, porém alguns de vida útil contratada. Muitos ativos locais aparentam estar muito descontados, mas não significa que esse desconto é incoerente.

    A pandemia pode começar a mostrar melhoras dentro de alguns meses, com ênfase no segundo semestre. A velocidade de vacinação no país tem acelerado notavelmente e a antecipação das campanhas de vacinação nos países desenvolvidos acelera a disponibilidade de insumos para produção local. Com isso, diversas das variáveis que estavam pressionando a política fiscal e o cenário político podem sair de cena. Caso isso ocorra, há espaço para coordenação de reformas e de uma agenda mais positiva, o que certamente será incorporado nos preços de mercado. Por outro lado, o atraso dessa perspectiva nos aproxima cada vez mais da eleição de 2022. O timing da pandemia nunca foi tão importante.

     

     

z
Fechar