Mês: março 2021

  • Riscos e tendências globais para o investidor ter no radar

    Com as economias em recuperação e as incertezas da pandemia, confira o que vale a pena acompanhar para definir seus investimentos 

    Antes de definir onde alocar seu patrimônio, o investidor precisar avaliar muito bem os riscos e tendências que estão afetando as economias ao redor do mundo. Não é novidade que a pandemia gera uma situação de incerteza. Dúvidas como: quais os setores mais resilientes e promissores? Quais empresas estarão preparadas para as mudanças? Que países são mais seguros para investir?

    Em live realiza pela Taler Gestão de Patrimônio, Thiago Vitorello, gestor de Portfólios Internacionais da gestora, e Luis Otávio Oliveira, vice-presidente executivo da Pimco, conversaram sobre os acontecimentos que marcam o cenário internacional. Na opinião de Luis Otávio Oliveira, 2021 deve ser um ano de recuperação e de crescimento econômico no mundo, o que enxerga como um otimismo moderado.

    A live completa está no final da notícia e no canal do Youtube da Taler (https://www.youtube.com/watch?v=rPD-e5FSRuA&t=29s).

    No curto prazo (1 ano), Luis Otávio Oliveira destaca três grandes riscos internacionais que podem impactar os investimentos.  Conheça:

    1 – Fadiga fiscal

    Com o aumento dos gastos públicos para fazer frente à crise, os países adotaram uma série de pacotes fiscais. “A partir de 2022, grandes economias do mundo vão começar a repensar os pacotes fiscais”, avalia o executivo. Ele prevê um aumento dos impostos em alguns governos, como forma de reduzir o endividamento.

     

    2 – Desalavancagem da China

    A segunda maior economia mundial, a China, está preocupada com a sua alta alavancagem e deve começar a tirar o pé do acelerador quando o assunto é crédito, de acordo com Luis Otávio Oliveira. Por sua relevância, a desaceleração econômica causa efeitos em demais economias.

     

    3 – Cicatriz econômica

    O covid-19 causou mudanças de hábitos e de comportamentos. “Será que as empresas vão investir da mesma forma, será que o emprego vai se recuperar da mesma forma, será que as pessoas vão consumir da mesma forma. É uma grande dúvida”, diz.

    O vice-presidente executivo da Pimco também aponta quatro tendências globais que merecem atenção no médio e longo prazo, ou seja, nos próximos três a cinco anos. Confira agora quais são elas.

    1 – Ascensão da China

    “A China consegue produzir produtos com qualidade alta e com preço atrativo”, afirma Luis Otávio Oliveira. A potência avança como forte competidora na produção de bens, se tornando menos dependente do resto do mundo e com um consumo interno forte. Além disso, a China conseguiu uma recuperação mais rápida na crise do coronavírus.

     

    2 – Populismo

    O movimento que já crescia antes da pandemia, ganhou ainda mais força. “Toda vez que tem o pobre ficando mais pobre e o rico ficando mais rico há brecha para partidos e candidatos populistas de esquerda ou de direita.” O executivo da Pimco lembra os protestos ocorridos em Hong Kong, França e Chile, por exemplo.

    3 – Preocupação climática

    Países e empresas estão sob pressão para adotarem medidas cada vez mais sustentáveis, como o uso de energia limpa. Organizações comprometidas com a questão e que estão se transformando saem na frente na visão dos investidores.

     

    4 – Avanço tecnológico

    Por fim, Luis Otávio Oliveira cita que os negócios precisam se modernizar para atender as novas demandas dos consumidores, com novos hábitos e comportamentos. Modelos de negócios antigos são colocados em risco.

     

  • Pandemia eleva demanda por gestão de patrimônio

    Com a pandemia, mais famílias estão preocupadas em planejar o seu patrimônio, em razão do momento econômico e das inseguranças trazidas pela doença. Em live realizada pelo Valor Econômico, a sócia-fundadora e CEO da Taler, Mari Emmanouilides, comentou que a gestora sentiu o aumento na demanda de clientes. A orientação aos investidores é ter estratégias bem definidas. Ela ressalta a importância de uma boa gestão patrimonial, especialmente em situações de crise, como a que vivemos.

     

    Acesse a reportagem para saber mais: https://valor.globo.com/financas/noticia/2021/03/11/pandemia-eleva-demanda-por-gestao-de-patrimonio.ghtml

  • Elas mandam no dinheiro: histórias de mulheres no mercado financeiro

    Nossa CEO, Mari Emmanouilides, participou de entrevista da Exame sobre mulheres no mercado financeiro! Ela relatou alguns episódios ao longo da sua carreira em que enfrentou desafios pela questão de gênero, especialmente por estar em ambientes em que os homens são maioria. “Há uma complementaridade quando trazemos profissionais diferentes para a gestão dos negócios”, afirma.

    Confira a reportagem que traz histórias de mulheres inspiradoras: https://exame.com/invest/elas-mandam-no-dinheiro-historias-de-mulheres-no-mercado-financeiro/

  • CARTA MENSAL – MARÇO 2021

     

    “An emerging market is a country where politics matters at least as much as economics to the market “

    Ian Bremmer

    O mês de fevereiro deu continuidade à correção de preços no mercado local, com rendimentos negativos tanto na bolsa como nos títulos do governo pré-fixados e indexados à inflação. Acreditamos que esse movimento se dê principalmente por três fatores: a piora dos fundamentos macroeconômicos no Brasil, o avanço da pandemia e o aumento da percepção de risco fiscal e político no país. No exterior, a combinação entre o ambiente super estimulativo e a normalização da atividade seguem contribuindo para uma expectativa de inflação mais alta. Além disso, commodities cíclicas como o petróleo e o minério de ferro têm tido altas relevantes de quase 20% ao longo deste mês, o que pressiona os preços de energia e de materiais básicos.

    Nos mercados desenvolvidos, o ritmo mais forte da campanha de vacinação acelerou as perspectivas de reabertura, com destaque para Estados Unidos e Reino Unido, que já vacinaram respectivamente 23,5% e 31,4% da sua população. Além disso, tivemos a aprovação emergencial da vacina da Johnson & Johnson pela FDA, que requer apenas uma dose e é de mais fácil armazenagem. Continuamos a ver uma queda consistente nas hospitalizações, principalmente nos grupos que já tiveram acesso à vacinas.

    O pacote fiscal americano de US$ 1.9 trilhão caminha para ser aprovado em meados deste mês e o Fed segue com uma comunicação mais tolerante com relação à inflação. No geral, o panorama internacional continua positivo para atividade, mas o aumento dos juros reais contribuiu para a correção em alguns ativos, como o ouro, que caiu 6,78% no mês. Caso a abertura do juro real seja mais abrupta do que o esperado, o cenário poderia provocar uma desalavancagem mais forte, instigar correções nos mercados de ações e de crédito, e aumentar a pressão por uma redução dos estímulos.

    No Brasil, o avanço da pandemia continua a preocupar. O ritmo da vacinação continua lento e a variante de Manaus parece estar se espalhando mais rapidamente por outras regiões do país. Recentemente, doze dos estados levantaram novas medidas de restrição e alguns optaram novamente pelo fechamento de serviços não essenciais. O agravamento da pandemia deve gerar uma defasagem do processo de recuperação econômica e pressionar ainda mais o governo para renovar o auxílio emergencial, que deverá vir em 4 rodadas de R$250 reais para 46 milhões de brasileiros, com custo total estimado em R$ 46 Bi.

    A PEC Emergencial segue sendo o item mais importante da pauta política do país no curto prazo. O grande risco associado a este tema seria uma desidratação relevante dos gatilhos fiscais que viriam como contrapartida para a renovação do auxílio. Alguns temas, que provavelmente foram colocados como moeda de negociação, já encontraram resistência no Senado, como o piso para saúde e educação.

    O episódio da demissão do Presidente da Petrobrás, após a defesa  pública da política de preços que segue a paridade internacional, acrescentou volatilidade aos mercados, com os investidores estrangeiros retirando R$9,2 bilhões da bolsa em apenas três dias após o anúncio da decisão.

    O real foi uma das piores divisas do mês, acumulando desvalorização de 7,42% no ano até o final de fevereiro, mesmo com uma intervenção do Bacen que somou US$ 5 bilhões via derivativos e mercado a vista.  A atuação recente do Banco Central tem chamado atenção do mercado, uma vez que a autoridade interveio no passado com a premissa de diminuir a volatilidade do câmbio por questões pontuais, o que pode não ser o caso desta vez. A aventura populista do governo pode criar uma espiral negativa no câmbio e recair sobre a inflação, que já está rodando acima do centro da meta e assim deve permanecer pela maior parte do ano. Isso prescreve a necessidade de normalização da taxa Selic, que já deve iniciar o ciclo de alta na próxima reunião.

    Entendemos que o cenário que se desenha à frente será volátil no mercado local, conforme apontamos nas últimas cartas, enquanto enfrentamos um dos piores momentos da pandemia e passamos por uma agenda de discussão fiscal que mexe com diversos interesses eleitoreiros.


z
Fechar