Mês: <span>fevereiro 2021</span>

  • Investimentos em imóveis: entenda as oportunidades e impactos com a pandemia

    Em live da Taler, os especialistas destacam as possibilidades para os investidores em diferentes segmentos imobiliários, como residencial, lajes corporativas e logística

    Os imóveis representam um tradicional tipo de investimento entre os brasileiros.  Tempos atrás, com a alta inflação, ter um imóvel era sinônimo de proteger o patrimônio. Mas será que investir em imóveis é um bom negócio hoje?

    Como forma de diversificação, o segmento oferece um leque de possibilidades e operações como venda, locação, incorporação, loteamento. Assim como qualquer tipo de investimento, o ideal é planejar e definir estratégias do que pode ser mais rentável.

    Na live realizada pela Taler, Rodrigo Sgavioli, Head de Planejamento da Patrimonial da gestora, conversou com Nilton Molina, Diretor da Biswanger Brasil, e José Antônio Marques, Diretor na Jmarques Consultores de Patrimônio, sobre as perspectivas para o mercado imobiliário.

    Eles comentaram como a pandemia afeta diferentes setores, além das oportunidades ao investidor. Uma alternativa interessante também é alocar ativos por meio dos fundos imobiliários, que se popularizaram ao longo dos últimos anos.

    Para assistir à transmissão completa, acesse o vídeo no canal do Youtube da Taler (https://www.youtube.com/watch?v=4wDIUp_M-Yc) ou ao final da notícia.

     

    Vantagens

    “O imóvel tem como vantagem ser um bem durável e tangível”, afirma José Antônio Marques. É um mercado cíclico, ou seja, as fases de retração e expansão se repetem. Caso você queira sair do investimento, pode esperar o melhor momento para fazer negócio no médio e longo prazo.

    Outra característica é capacidade de adaptação no uso do imóvel. “Se tiver alguma mudança na vizinhança, você consegue alterar o uso de uma planta industrial, que acabou ficando no meio de uma cidade, para um condomínio residencial ou para uma loja de varejo”, exemplifica Nilton Molina.

     

    Residencial

    A queda da taxa básica de juros e as facilidades de financiamento são incentivos para quem quer comprar um imóvel residencial. Um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe) e do Grupo Zap mostrou que a intenção de compra de imóveis nunca foi tão grande, desde o início da série histórica, em 2014. No 3º trimestre de 2020, 48% das pessoas responderam que tinham intenção de adquirir um imóvel nos próximos três meses.

    O que está mudando é o padrão de imóvel residencial mais procurado. Se antes, a preferência era por studios de poucos metros quadrados nos centros urbanos, agora, com as práticas de home office na pandemia, espaço e conforto são levados em consideração, e o menor tempo de deslocamento entre casa e trabalho deixou de ser tão importante.

    Para quem quer alugar, Nilton Molina destaca o avanço de ferramentas digitais que facilitam o processo para modelos de longa estadia ou curtas estadias, como QuintoAndar e Airbnb.

     

    Lajes corporativas

    Desde o início da crise do coronavírus, a vacância dos escritórios tem aumentado. Parte das empresas adotaram o home office, suspenderam expansões de suas estruturas e enxugaram gastos com imóveis comerciais.

    “Teremos devoluções. Não sabemos qual o tamanho disso ainda”, avalia o diretor da Jmarques Consultores de Patrimônio. As mudanças de comportamento e de modelo de trabalho devem ser levadas em conta pelo investidor de lajes corporativas. É preciso fazer uma boa análise dos impactos da vacância e ajuste de preços.

    Logística

    “A pandemia foi um catalizador para o movimento de expansão do mercado logístico no Brasil”, afirma o diretor da Biswanger Brasil. As compras pelo e-commerce dispararam, e as empresas que atuam no setor passaram a considerar projetos de condomínios em diferentes regiões do país. Para o investidor, as perspectivas são positivas.

    Afinal, qual o futuro do mercado imobiliário?

    Na opinião de Nilton Molina, o objeto principal de cada setor não vai mudar. As pessoas continuam precisando de um local para morar, as empresas continuam precisando de escritórios, assim como as lojas de varejo e shoppings continuam existindo. “O que teremos que fazer é uma avaliação desses espaços para uma nova forma de comportamento da população”.

    “Imóvel é um investimento e tem que ser tratado como um investimento. Não como um bem que vai ser perene e não precisa ser negociado nunca”, orienta José Antônio Marques.

     

     

  • Na crise, escritório de fortuna faz boa gestão de liquidez

    Na reportagem do Valor Econômico, a nossa sócia-fundadora e CEO, Mari Emmanouilides, comenta qual foi a estratégia adotada pela gestora para cuidar do patrimônio dos clientes, especialmente no momento crítico com a pandemia. O papel da gestão profissional foi fundamental para quem teve que se preocupar em garantir liquidez. Em 2020, a Taler cresceu 34%. Com R$ 4,5 bilhões sob gestão e atendendo 200 famílias, a nossa meta é crescer 40% em 2021. Leia a reportagem.

  • CARTA MENSAL – FEVEREIRO 2021

     

    “You want to have a future where you are expecting things to be better, not one where you are expecting things to be worse.”

    Elon Musk

     

    O mês de janeiro foi marcado pela alta volatilidade nos preços de ativos, tanto no cenário internacional como local. Globalmente, as campanhas de vacinação vão ganhando tração e parecem gerar uma queda significante nos níveis de hospitalizações, o que favorece uma perspectiva de recuperação mais ampla da economia e o tão esperado alívio nas medidas de distanciamento. Por outro lado, algumas notícias com relação a novas variantes da doença e novas medidas de distanciamento geraram questionamentos com relação ao ritmo da recuperação e a volta a normalidade. Além disso, tivemos alguns episódios especulativos no mercado que contribuíram para mais volatilidade, porém acreditamos que são eventos irrisórios considerando nosso horizonte relevante de investimento.

    No Brasil, a eleição para a presidência da Câmara e do Senado também gerou altos e baixos, com todos os candidatos à presidência das casas se mostrando inclinados a discutir uma renovação do auxílio emergencial. Os candidatos apoiados pelo governo foram eleitos em ambas as casas, o que afastou algumas preocupações imediatas, como a pauta de impeachment do Presidente e criou uma perspectiva de andamento da agenda de reformas.

    Nos Estados Unidos, a vitória na eleição para o Senado no estado da Georgia propiciou um aumento do poder dos Democratas e o andamento de outros itens da agenda do partido, como a aprovação de um maior pacote de estímulos fiscais, que segue em discussão e provavelmente se materializará. A somatória dos pacotes fiscais em resposta à pandemia chegará a quase 25% do PIB americano, se o pacote for aprovado. Além disso, o Fed que continua a sinalizar uma política monetária super estimulativa, mais tolerante com a inflação, e as vacinas devem promover a normalização da atividade, recuperando setores mais afetados pelo distanciamento. Esses vetores conspiraram para expectativas de inflação crescentes e um aumento relevante das taxas nominais dos títulos de 10 anos do governo americano. O cenário internacional segue uma trajetória construtiva para a recuperação da atividade, uma vez que os países desenvolvidos
    seguem vacinando sua população e sinalizando mais políticas estimulativas.

    No Brasil, os dados de atividade seguem surpreeendendo positivamente. O mercado de trabalho está mostrando uma dinâmica de recuperação rápida e principalmente os dados do setor industrial estão trazendo perspectivas melhores. A tendência dos preços aparenta seguir uma trajetória altista  após as políticas estimulativas empreendidas durante a pandeima, com alguns riscos adicionais, como a alta do preço das commoditites sem a contrapartida de enfraquecimento do dólar.

    Continuamos a acreditar que o COPOM deve começar o ciclo de normalização da taxa de juros entre suas duas próximas reuniões, com a Selic ficando próxima de 4% ainda neste ano. Com relação aos desafios fiscais, acreditamos que o país enfrenta um problema secular em nossa história e alguns agravantes vindo da maneira como nosso sistema político é estruturado, mas o panorama ficou mais positivo. Por enquanto, os eleitos para as presidências das casas se mostraram favoráveis a uma renovação do auxílio emergencial por alguns meses, mas também endossaram um discurso alinhado com o avanço da agenda de reformas e a pauta econômica do governo.

    A estrada de reformas que precisamos seguir deve ser tortuosa nos meses à frente e historicamente enfrenta barreiras políticas. Outro ponto que agrava esta situação é a relativa proximidade das eleições de 2022 e a deterioração da aprovação do governo, mostrada nas pesquisas mais recentes. Esses fatores podem propiciar soluções politicamente aceitáveis, mas economicamente desafiadoras. Por enquanto, o mercado está de lua de mel com o novo grupo de políticos que controla as casas; e estes têm mostrado algum comprometimento com algumas reformas, mas resta saber se a prática conversará com a retórica. Seguimos especialmente atentos ao ritmo de vacinação dos países e desdobramentos da pandemia, que ainda deixa incertezas relevantes no horizonte.


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