Mês: <span>janeiro 2021</span>

  • Eficiência e sustentabilidade nas finanças pessoais

    Rodrigo Sgavioli, CFP®, nosso head de Planejamento Patrimonial, assina artigo publicado no Valor Econômico sobre finanças pessoais. No texto, ele faz uma reflexão sobre a importância de olharmos para as nossas vidas, valores, objetivos e necessidades, antes de olharmos para o mercado, na hora de selecionar investimentos adequados. Ressalta que devemos nos ajustar ao longo do tempo na busca por uma vida financeira equilibrada e sustentável.

     

    Confira: https://valor.globo.com/financas/coluna/eficiencia-e-sustentabilidade-nas-financas-pessoais.ghtml (link disponível para assinantes)

     

  • Asset allocation: estratégia para construir o portfólio de investimentos

    A distribuição equilibrada por classes de ativos deve levar em conta os objetivos e características de cada investidor

    Como decidir quanto do seu patrimônio investir em renda fixa, ações, multimercado, entre outras classes de ativos? O asset allocation é justamente a estratégia de como fazer essa distribuição equilibrada e diversificada, definindo qual será a porcentagem para cada tipo de investimento.

    Para exemplificar, o gestor de portfólios internacionais da Taler, Thiago Vitorello compara o asset allocation à estrutura de um prédio. “É o que oferece base para crescer a construção”.

    Asset allocation x market timing

    Rodrigo Sgaviolli, Head de Planejamento Patrimonial da Taler, traz um dado interessante. “Aproximadamente 90% do retorno total de um portfólio vem da política de asset allocation combinada com o retorno dos respectivos mercados alocados. O restante, 10%, vem da gestão ativa do portfólio (market timming).”

    Primeiro passo: planejamento

    O trabalho de construir um portfólio começa com um bom planejamento. Tudo dependerá das características específicas e objetivos de cada investidor.
    “Entender do cliente qual é o momento de vida dele, quais os seus projetos, se ele está empreendendo, se quer comprar um imóvel, quais suas necessidades de caixa, suas receitas e despesas. Quanto maior o entendimento, mais preciso e específico conseguimos ser na hora de fazer a alocação”, explica Renato Iversson, gestor de portfólio locais na Taler.

    Estratégia, tática e implementação

    Com o planejamento definido, é hora de pensar nas alocações estratégicas e táticas.

    A estratégica foca no retorno de longo prazo, de 3 a 5 anos. A ideia é manter a parcela definida para determinadas classes de ativos, com disciplina e sem fazer mudanças bruscas na carteira.

    No tático, a alocação tem objetivos de curto prazo. Os planos são flexíveis e variam de acordo com as oscilações do mercado.

    A etapa seguinte é a implementação, ou seja, a efetiva seleção e compra dos títulos e fundos que serão incluídos da carteira, seguindo as estratégias estabelecidas.

    O papel do gestor

    “O brasileiro estava acostumado com taxas de juros muito altas. Muitas vezes, a alocação que ele fazia era relativamente fácil”, destaca Vitorello. Com a queda da Selic, a realidade é outra. A pandemia também impôs dificuldades na vida do investidor. Assim, o papel das gestoras de patrimônio, como a Taler, tornou-se ainda mais importante para auxiliar o investidor e ter melhores retornos.

    A partir do conhecimento técnico e do trabalho de análises, o gestor profissional consegue traçar planos, fazer a gestão e acompanhamento frequente das carteiras, sempre de acordo com os objetivos dos clientes e indicando ajustes no asset allocation, quando necessário.

     

    Para saber mais sobre o assunto assista à live da Taler “Planejando e Construindo Portfólios Locais e Internacionais”. Link no Youtube: (https://www.youtube.com/watch?v=1zEVR9M3oFw).

     

  • Estratégia e disciplina superam os modismos no longo prazo

    O nosso Head de Planejamento Patrimonial, Rodrigo Sgavioli, CFP®️, escreveu um artigo para o portal EXAME sobre a importância de ter uma estratégia bem definida ao pensar nos seus investimentos. No texto, ele destaca o papel primordial de uma alocação adequada para cada investidor, com disciplina no longo prazo e, de preferência, contando com ajuda profissional.

    Confira: https://lnkd.in/dhZcbAa

     

  • 5 tendências de comportamento para o futuro

    Em evento da Taler, a pesquisadora Iza Dezon destacou como as organizações deveriam considerar o cenário com o foco no novo consumidor

    Um mundo cada vez mais digital, mudanças tecnológicas, avanços científicos, novos hábitos e valores. Será que as marcas e organizações estão preparadas para os consumidores do futuro? A preocupação deveria fazer parte do planejamento de qualquer negócio e setor. Quem não considerar o cenário, certamente perderá espaço no mercado.

    Em live realizada pela Taler, Iza Dezon, pesquisadora de tendências e sócia-fundadora da consultoria DEZON, conversou com a sócia da gestora de patrimônio, Claudia Musto, sobre relevantes transformações da sociedade ao longo do tempo. Parte dessas mudanças foi reforçada com a pandemia.

    Resultado de 10 anos de pesquisa, Iza mapeou cinco principais tendências que fazem parte do projeto “40 dias disruptivos”, uma série de posts no seu Instagram (@izadezon).

    Confira abaixo quais são as cinco tendências e, para assistir à live completa, acesse o vídeo ao final da notícia ou no nosso canal no Youtube.

    1. Preguiça revolucionária

    Com a vida em ritmo acelerado, constante stress e excessos de escolhas e informações, a preguiça revolucionária se manifesta no desejo de aliviar toda tensão. “Nós estamos absolutamente afogados num culto à eficiência, na pressão de ser sempre a melhor versão de nós mesmos o tempo inteiro, da performance constante”, afirma Iza. É uma postura mais radical de diminuir a velocidade, descansar e cultivar o foco.

    1. Menos consumo, mais comunidade

    Para além do consumo, as novas gerações valorizam a construção de experiências coletivas. “É como se estivéssemos num esforço de voltar a aprender a conversar e a trocar. Sair um pouco da lógica de que eu preciso ser um grande executivo para entender que peça sou no todo, como sou útil.” Negócios que gerem impactos positivos, proporcionem experiências e tenham um espírito coletivo tendem a se destacar.

    1. Descansando a mente

    “A gente fazia 5 decisões por dia 20 anos atrás e agora a gente faz uma média de 35 decisões por dia”, diz a pesquisadora. Com tantos estímulos que nos cercam, aprender a relaxar e desconectar a mente é um grande desafio. Segundo Iza, a lição é de deixar a mente viajar, livre de qualquer intenção ou obrigação.

    1. Sonhando com um novo luxo

    A sustentabilidade e a reutilização de materiais (uocycling) chegaram no mercado do luxo.  A chamada geração Z (1995-2000) está mais exigente, comprometida e interessada em gerar menor impacto, destaca a sócia da DEZON. “É possível a gente olhar para o lixo e transformar em luxo”, afirma.

    1. Idade emocional

    A certeza que temos é de que vamos envelhecer. Entretanto, a noção de idade está sendo totalmente revolucionada, avalia Iza. “A idade é muito mais sobre como a gente se sente do que aquilo que a gente aparenta.” Com o aumento da expectativa de vida, passamos a questionar se algo é mais ou menos adequado para determinada idade.

  • CARTA MENSAL TALER – JANEIRO 2021


    “It all comes down to interest rates. As an investor, all you’re doing is putting up a lump-sum payment for a future cash flow.”

    Ray Dalio

    O ano de 2020 foi marcado por diversas mudanças abruptas, tanto nos mercados como em nossas vidas. A pandemia do coronavírus onerou fortemente a economia mundial, fragilizando diversos setores, punindo os mercados de trabalho e causando um salto sem precedentes no já preocupante nível de endividamento mundial, sobretudo nas economias desenvolvidas. No entanto, a recuperação dos mercados foi tão inusitada quanto o choque que se abateu sobre a economia, com uma rodada de estímulos fiscais e injeções de liquidez nunca antes vistas; o que ajudou fortemente a aliviar as condições financeiras dos países. O ano de 2021 começa com um tom mais otimista, com a perspectiva de uma massiva campanha de vacinação que deverá permitir uma recuperação mais ampla da economia e do mercado trabalho, juntamente com mais uma rodada de estímulos nos países desenvolvidos.

    No cenário internacional, os desenvolvimentos do mês foram positivos para os ativos de risco. Por um lado, iniciaram-se as campanhas de vacinação mundo afora, que devem tomar uma boa parte do primeiro semestre até que vejamos alguma resposta relevante em termos de imunização, principalmente porque a maioria das vacinas conta com mais de uma dose para atingir uma eficácia significativa. Não obstante, já temos 3 vacinas aprovadas em diversos países para uso massivo e 7 vacinas aprovadas para uso limitado. Por enquanto, Israel lidera a corrida de imunização com cerca de 20% da sua população vacinada, enquanto os EUA têm cerca de 2% da população que já recebeu a primeira dose.

    Nos EUA, mais um pacote de estímulos foi aprovado; serão R$ 900 Bi a serem entregues em ajuda para as famílias e ampliação do benefício do seguro desemprego. Os dois pacotes ficais lançados até agora já somam quase 1/5 do PIB americano. Ainda, é possível que o escopo deste impulso fiscal acabe aumentando em decorrência da finalização das eleições para o senado na Georgia, que acabaram dando mais poder político para os democratas, garantindo o voto de minerva para a vice-presidente Kamala Harris. Com isso, a agenda democrata que almeja aumentar as alíquotas de impostos corporativos, aumentar regulações sobre empresas de tecnologia e, finalmente, ampliar o estímulo para cerca de US$ 3 Tri tornou-se mais provável de se materializar. Esse evento contribuiu para a abertura nas taxas dos títulos de 10 anos do governo americano, que romperam a barreira do 1% e com o aumento da inflação implícita americana, onde o vencimento de 2 anos já supera a meta de 2% do Fed, que adotou recentemente a política de meta de inflação média. O novo panorama de política adotado permite que a inflação permaneça acima da meta por algum tempo para compensar o período onde a meta rodou abaixo de 2%. A Zona do Euro segue sendo uma das regiões mais abaladas pela pandemia, com uma importante escalada das políticas de distanciamento no começo deste ano. Com isso, o BCE, autoridade monetária da Zona do Euro, anunciou o aumento dos estímulos monetários para este ano, o que deve acarretar em um aumento no ritmo do programa de compra de ativos (PEEP).

    No Brasil, como reflexo do massivo impulso fiscal empreendido pelo governo, o setor de bens desempenhou um papel importante na recuperação econômica e o mercado de trabalho tem respondido com uma velocidade relativamente alta, embora o caminho da recuperação ainda seja longo. Do lado político, o final do ano trouxe notícias positivas com a aprovação da LDO e a prudente decisão de não renovar o auxílio emergencial, mas as eleições das casas legislativas em fevereiro serão um ponto importante para a aprovação da agenda de consolidação fiscal. Prospectivamente, a não extensão do auxílio emergencial já começa a se refletir nos indicadores de confiança de consumo e de serviços, que se estabilizaram. Em contrapartida, a taxa de poupança nas máximas históricas deve ser um elemento de suporte para a retirada do benefício fiscal, conforme as famílias usem esse colchão de liquidez para suportar seus gastos. Além disso, dados mais positivos com relação à atividade no 4 º Tri podem trazer uma surpresa positiva com relação ao ritmo da recuperação econômica no país, principalmente na parte de bens industriais. Parece claro para nós que o controle e superação da pandemia continuará sendo o fator principal que deve guiar a retomada do crescimento econômico no país este ano. Alguns fatores pontuais como a postergação do reajuste das tarifas de ônibus nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e a decisão de não aumentar o ICMS em São Paulo são elementos que tiram pressão sobre a inflação de curto prazo, mas dada a reversão das expectativas de inflação é provável que o Banco Central inicie o processo de normalização de juros em algum momento deste semestre.

    O cenário de recuperação global e de taxas de juros muito baixas por um horizonte relevante nas economias desenvolvidas continua a favorecer uma alocação em ativos de risco. Seguimos atentos aos desenvolvimentos políticos no Brasil, especialmente as eleições para a presidência da Câmara e do Senado. No geral, o tema de repressão financeira hoje continua tão importante quanto no ano passado, e deve perdurar por um horizonte relevante de tempo.

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