Mês: agosto 2020

  • O Futuro das Cidades, Espaços Comerciais e Residenciais

    A Pandemia mudou para sempre a forma que vivemos em sociedade: como moramos, trabalhamos, compramos e nos relacionamos. Os efeitos serão sentidos nos meios de transporte, comércio, serviços e nos espaços públicos em geral.⠀

    Em nossa live, “O Futuro das Cidades, Espaços Comerciais e Residenciais”, abordamos este tema em uma conversa com o Doutor em arquitetura e urbanismo, Prof. Marcio Lupion, que foi entrevistado pelo sócio-fundador e CFO da Taler, Paulo Colaferro.⠀


  • M&A: Planejando o Antes e o Depois da Transação

    Diversos são os fatores que fazem um empresário avaliar a entrada da sua
    empresa em um processo de M&A: viabilizar a profissionalização da
    gestão, realizar os investimentos de anos e “colocar o dinheiro no
    bolso”, dificuldades na continuidade dos negócios, entre outros.⠀

    Independentemente de quais sejam esse motivos do lado da empresa, existe
    a necessidade de planejar o caminho tanto sob a ótica do patrimônio
    familiar dos acionistas quanto das questões emocionais pessoais que
    envolvem uma transação dessa natureza. Isso sem falar nas dúvidas e
    questões dos empresários sobre a gestão do patrimônio familiar no
    pós-venda.⠀

    Para explicar o planejamento do antes e depois de uma transação de M&A a
    Taler convidou para sua Live Alamy Candido (Sócio-fundador do Candido
    Martins Advogados), Denis Morante (Sócio-fundador da Fortezza Partners)
    e Fernando Kunzel (Sócio-fundador da L6 Capital Partners).⠀

    A conversa foi mediada pelo Head de Planejamento da Taler, Rodrigo
    Sgavioli.⠀

  • Eleições Americanas

    A eleição norte-americana é, invariavelmente, o evento político mais aguardado
    e acompanhado do planeta, tanto por sua relevância, quanto seus impactos em diversas
    frentes. Por essa razão, decidimos construir um compilado explicando o funcionamento
    do pleito, assim como, as principais ideias dos candidatos em temas diversos, sem realizar
    juízo de valor. A ideia aqui é discorrer sobre um assunto complexo de forma simples.

    Como funciona?

    Para se candidatar à Presidência nos Estados Unidos é preciso ter mais de 35 anos de idade,
    ser nascido nos EUA e viver lá por ao menos 14 anos.

    Os EUA possuem aproximadamente 330 milhões de habitantes. Como o voto não
    é obrigatório, somente 129 milhões de pessoas se registraram para votar na última eleição.
    As eleições geralmente ocorrem no mês de novembro, sendo que para esse ano estão
    programadas para iniciar no dia 03.

    Eleições Primárias

    Primeiro os eleitores escolhem os candidatos à Presidência de cada partido. Existem
    diversos nos EUA. Porém, dois elegem mais presidentes, são eles: O Democratas (Azuis)
    e os Republicanos (Vermelhos).

    Existem dois tipos de eleições primárias, as abertas e fechadas. Nos dois principais partidos,
    (Democrata e Republicano), existem dois mecanismos que são utilizados: primárias
    e caucus. As primárias constituem eleições onde os eleitores votam em “delegados
    compromissados”, ou seja, pessoas que se comprometem a votar em determinado
    pré-candidato. No caucus as pessoas se reúnem (em casas, escolas, bibliotecas, igrejas etc)
    e debatem quem é o melhor pré-candidato para defender suas ideais e escolhem delegados
    de bairro que se alinham com o pré-candidato de sua preferência.

    As prévias começam bem antes das eleições e o candidato escolhido é confirmado
    nas Convenções Partidárias.

    Colégios Eleitorais
    Como destacado acima, nos Estados Unidos, o povo não vota diretamente em seu
    candidato à Presidência da República. A população decide quem vai escolher o seu líder,
    os chamados delegados.

    Relativo ao número de habitantes há um número de delegados em cada estado. Sendo
    assim, quanto mais populoso, maior o número de delegados. Dessa maneira, é constituído
    o Colégio Eleitoral estadual, que deve ter, no mínimo, três delegados. Foi a Constituição,
    em 1787, que instituiu a autonomia dos Estados. Cada um dos 50 existentes nos EUA decide
    como escolherá seus delegados (se os eleitores devem ser filiados ou não aos partidos,
    por exemplo).

    Ao todo, existem 538 delegados que fazem parte do Colégio Eleitoral. Vence o pleito o
    candidato que somar 50% mais 1 dos votos dos delegados (271). Por mais que o candidato
    receba votos populares, o mais importante é ter votos desse Colégio.

    Na grande maioria das vezes, o Colégio Eleitoral segue a tendência da população.
    Porém, por cinco vezes², os delegados optaram por um candidato não escolhido pelo voto
    popular. O Estado com o maior número de delegados é a Califórnia, que possui 40 milhões
    de habitantes e 55 delegados. A vitória na Califórnia representa conquistar 10% dos votos
    de todos os delegados do país.

    Notas

    ¹ Caucuses são reuniões privadas dirigidas por partidos políticos. Eles são mantidos em nível
    de condado, distrito ou nacional. Na maioria, os participantes se dividem em grupos de
    acordo com o candidato que apoiam. Os eleitores indecisos formam seu próprio grupo.
    Cada grupo faz discursos de apoio ao candidato e tenta fazer com que outros se juntem
    ao seu grupo. No final, o número de eleitores em cada grupo determina quantos delegados
    cada candidato ganhou.

    ² É possível ganhar o Colégio Eleitoral, mas perder o voto popular. Isso aconteceu em 2016,
    em 2000 e três vezes em 1800. Donald Trump venceu Hillary Clinton perdendo no voto
    popular, 62,9 milhões vs 65,8 milhões de votos, respectivamente.

    ³ https://amers1.apps.cp.thomsonreuters.com/web/apps/newsservices/mediaProxy?apiKey=24afa7d8-4c90-4700-8b2e-b5b1ce7d5b16&url=https%3A%2F%2Fgraphics.reuters.com%2FUSA-ELECTION%2FPOLICY%2Fjznvnzmdnvl%2Findex.html

    4 https://edition.cnn.com/2018/08/13/politics/omarosa-white-house-diversity/index.html

    Referências Bibliográficas

    https://www.usa.gov/election

    https://promiseskept.com/

    https://joebiden.com/

    https://www.bbc.com/portuguese/internacional-37902090

    https://amers1.apps.cp.thomsonreuters.com/web/apps/newsservices/mediaProxy?apiKey=24afa7d8-4c90-4700-8b2e-b5b1ce7d5b16&url=https%3A%2F%2Fgraphics.reuters.com%2FUSAELECTION%2FPOLICY%2Fjznvnzmdnvl%2Findex.html

    https://graphics.reuters.com/USA-ELECTION/010091471JC/index.html

    https://graphics.reuters.com/USA-ELECTION-CALENDAR/0100B31F26V/index.html

    https://www.ubs.com/global/en/wealth-management/chief-investment-office/market-insights/regional-outlook/us-elections.html

    https://edition.cnn.com/election/2020/primaries-and-caucuses

    https://www.cnbc.com/elections/

     

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  • Reforma Tributária: O que esperar?

    Na nossa live passada, conversamos com duas especialistas em tributação para você entender de que maneira a reforma tributária pode influenciar a sua vida.⠀

    Nosso CFO, Paulo Colaferro, desta vez recebe as Doutoras Elisabeth Libertuci (Sócia Sênior da Lacaz Martins, Pereira Neto, Gurevich & Schoueri Advogados) e Ester Santana (Advogada e Sócia da Área Tributária do CSA Chamon Santana Advogados) para uma conversa esclarecedora.

     

  • Carta Mensal Taler – Agosto 2020

    “Nem tudo que se vê é o que parece, nem tudo que parece é o que realmente é”

    Adriano Luís Corrêa – Pensador

    Este mês de Julho foi marcado pelos dados que surpreenderam positivamente, tais como: PIB de vários países, atividade e resultado das empresas. Tudo isso levando a crer que teremos uma recuperação da economia global em “V”, onde o cenário catastrófico foi deixado de lado.

    Os bancos centrais no mundo todo tem mostrado seu enorme poder com ações englobando não somente cortes nas taxas de juros, mas também distribuições de renda nunca antes vistas. Os estímulos fiscais e monetários estão causando grande efeito nas economias e certa euforia nos preços dos ativos.

    Acreditamos que agora vamos entrar em um momento mais moderado das economias, onde as expectativas mais pessimistas já foram superadas, ainda que a pandemia global e seus efeitos ainda estejam cercados de incertezas. Ao que parece, as renovações dos estímulos já estão sendo precificadas e o mercado agora está com os olhos voltados para o ano de 2021, na recuperação econômica, onde é esperado que a doença já tenha sido deixada para trás. Além disso, enxergamos que depois que esta maré passar, ainda teremos um cenário de alto endividamento das empresas e um provável aumento no índice de inadimplência.

    Claramente, temos visto, que os dados referentes aos PIB’s deste segundo trimestre e PMI’s mensais (Índice de Gerente de Compras, fornece informações sobre as condições de negócio), dependeram diretamente de como foram tratadas e de quão rígidas foram as medidas de restrição. Os PMI´s da Zona do Euro e Chinês de julho ficaram acima do patamar de 50 pontos (que indica recuperação da economia), todos acima das expectativas. O velho continente, que vivenciou o ciclo de medidas restritivas mais cedo, observa agora uma recuperação mais intensa. De uma forma inédita, a Europa apresentou um pacote de ajuda fiscal que se destacou pelo tamanho e abrangência a ser direcionado principalmente aos países mais frágeis da região.

    Nos países desenvolvidos, os juros nominais estão quebrando recordes de baixa. Destaca-se o título do tesouro americano que fechou o mês de julho com uma taxa de 0,53% ao ano para o vencimento em 10 anos. Isto significa que o detentor destes títulos dificilmente terá algum retorno acima da inflação. Os EUA têm mostrado uma recuperação mais fraca que a Europa e China. Os índices de atividade e mobilidade não surpreenderam, em função das restrições ainda presentes em alguns estados que foram afetados por uma segunda onda da pandemia.

    Os Estados Unidos também apresentam uma vulnerabilidade em relação a continuidade do auxílio emergencial, o qual está sendo discutido no Congresso e gerando atritos entre os partidos Democrata e Republicano. No que diz respeito às eleições presidenciais, ainda há uma enorme incerteza sobre o resultado.
    Consideramos que Joe Biden poderia apresentar um possível risco ao mercado acionário americano, por defender em seu plano de governo um aumento de impostos corporativos e aumento do imposto de renda sobre o decil mais alto das pessoas físicas americanas. Entretanto, acreditamos que só vamos começar a enxergar algum respaldo no preço dos ativos, a medida que as eleições forem se aproximando.

    No Brasil, vemos que a renda total tem caído pouco mediante os estímulos e a população está acumulando mais poupança, seja por medo de uma incerteza ou por falta do que gastar por uma demanda ainda reprimida. A visualização de uma melhora em nossa economia local veio à tona de forma mais clara neste mês de Julho.
    Índices de mobilidade e de atividade econômica de maior frequência seguem melhorando, a medida que os estados estão afrouxando as medidas restritivas. O receio que fica a vista é o ambiente político, no qual a pandemia pode ser usada como pressuposto para aumentar os gastos de maneira irresponsável. O período de calamidade pública está sendo estendido temporariamente, flexibilizando a regra do teto de gastos. A preocupação que temos é esta flexibilização se tornar algo permanente.

    A nossa dívida pública bruta alcançou 75,8% do PIB no final de 2019, estima-se que essa relação Dívida/PIB atinja cerca 100% ao final do ano de 2020. Nossa intenção aqui não é demonizar o déficit, pois o endividamento público é uma reação necessária ao combate da pandemia. Todavia, estamos atentos ao desafio que a equipe econômica do governo tem pela frente para resistir a essa pressão por um aumento maior nos gastos. O que não falta é criatividade para evitar as amarras fiscais previstas na legislação. Enquanto isso a reforma tributária foi encaminhada, a reforma administrativa sendo estudada e ambas implicam afrouxamento das contas públicas.

    O que existe no mercado financeiro hoje é uma grande dispersão de projeções com relação à queda efetiva da economia neste ano e a velocidade da recuperação. O momento que estamos observando, até agora, pode levar muitos a uma visão favorável para ativos de risco, mas nos faz prestar atenção para um alerta: será que as políticas expansionistas não estão sendo implementadas de forma excessiva ou serão prolongadas por um período longo, de forma que causem efetivamente um processo inflacionário no futuro? Será que, em algum momento do tempo, a solvência nacional pode ser questionada?

    Seguimos atentos e cautelosos, pois a sensação é de que já assistimos a esse filme antes, dado que nos últimos anos o Brasil tem visto retrocessos no controle das contas públicas.

  • O Planejamento Financeiro em um Mundo Digital

    Chegamos a 2020 cheios de otimismo e convicções. Teríamos mais um ano de prosperidade e estabilidade econômica, melhora nas contas públicas, contínua redução das taxas de juros e a esperança de reformas estruturantes. Cenário tão esperado pelos brasileiros por tantos anos.

    E aí surge a COVID-19. Nossa esperança se transformou em dúvida, limitando nosso convívio social, nossas atividades diárias, nossa rotina. A expectativa de uma evolução contínua no nosso cenário econômico, se transformou em certeza de que viveremos um futuro próximo de muitas mudanças, dificuldades e adaptações.

    Podemos sempre olhar o copo meio vazio ou meio cheio, como diz o ditado. Nossa recomendação é sempre olhar o copo meio cheio.

    O confinamento nos permitiu um olhar mais para dentro. Para dentro de nossas famílias, das nossas reais necessidades e valores. A simples ideia de finitude nos leva a reflexão e a caminhos antes não explorados.

    A mudança de hábitos, costumes e forma de trabalhar, veio para ficar. Talvez a mudança que aconteceria em 10 anos tenha sido impulsionada de forma dramática.

    Nosso mundo ficou ainda mais digital, bem como nossas relações. Ficamos mais produtivos, focados, apesar do convívio familiar. As paredes corporativas pareciam nos limitar. Hoje podemos acessar nossos clientes de diversas formas, por meios digitais. E o melhor, eles aceitam isso. Nossos conteúdos educacionais se tornaram disponíveis e acessíveis aos mais diversos públicos.

    O mundo digital para o Planejamento Financeiro é mais democrático. É como a praia, todos podem frequentar. Nosso desafio está em desbravá-lo, em adaptar a nossa prática, em prestar o melhor serviço, mesmo à distância. O momento foi oportuno. O desenvolvimento tecnológico nos permite enfrentar esta situação com muitas ferramentas e recursos, que estão disponíveis a todos. Seja para um encontro social, seja para um evento com centenas de participantes.

    Nossa missão ficou ainda maior. Nossa sociedade precisará cada vez mais de nossos conselhos, de nossa orientação, de nosso direcionamento, voltado ao melhor interesse das pessoas e suas famílias. A transição para este novo mundo demandará de todos uma grande adaptação, seja na forma de trabalho, seja nos orçamentos familiares, na forma de investir e se preparar para o futuro. A nosso ver, cheio de oportunidades.

    Bem-vindo a uma nova realidade. Um mundo onde nosso conhecimento pode contribuir ainda mais para esta nova sociedade que renasce.

    Paulo Colaferro, CFP®
    Vice-presidente da Planejar

    Texto originalmente publicado no Relatório Anual Planejar.

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